Foi um “julgamento político”, afirmam lideranças do PT no AM

Dos condenadsos apenas o ex-diretor do BB, Henrique Pizzolato, não se apresentou
Dos condenadsos apenas o ex-diretor do BB, Henrique Pizzolato, não se apresentou

O mandato de prisão de 12 dos 25 condenados no esquema do mensalão expedidos na tarde da última sexta-feira (15), pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa,  no qual inclui o ex-presidente do PT, José Genoino, e o ex-chefe da Casa Civil, José Dirceu,  são considerados “julgamentos políticos” por líderenças do PT em Manaus.

Para o deputado José Ricardo Wendling a medida é uma tentativa de enfraquecer o partido e que muita gente acreditava que esse julgamento do mensalão poderia acabar com a corrupção no país, mas isso não está acontecendo.

“Está muito claro que é um julgamento político para tentar enfraquecer o partido. O Supremo Tribunal mandar prender em pleno feriado nacional, cada vez fica mais caracterizado, pois você não vê outro julgamento acontecendo no país”, defendeu.

O parlamentar lembra que o julgamento do mensalão é em relação ao tipo de financiamento de campanha eleitoral e que por isso, não acredita em mudança, uma vez que não mudou nada nas regras para o financiamento e todos os partidos e candidatos continuam sendo financiados.

Para o líder do governo, deputado Sinésio Campos, a medida atinge o partido de uma certa forma, uma vez que figuras históricas do partido estão sendo presas, no entanto, Campos também acredita em julgamento político, principalmente pela exposição que está acontecendo apenas porque os envolvidos fazem parte do PT.

“Nunca houve uma exposição  e isso deixa transparecer  que não é apenas pelos erros que eles possam ter cometidos, mas para colocoar o partido em evidência mesmo”, disse.

Tanto Sinésio quanto José Ricardo concordam numa questão: que mesmo com essas penas, o Supremo não poderá apagar a história polílita dessas pessoas, que lutaram pela democracia.

“Se estamos falando agora (por telefone). Se temos essa liberdade de discordamos, de discutirmos, é porque esses homens lutaram lá atrás por essa liberdade, pela democracia”, destacou Wendling.

“Agora algo que ninguém pode tirar deles é a contribuição para que o país inspire e respire democracia”, defendeu Campos.

Os doze que receberam mandato de prisão.  O ex- diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, é o único que ainda não está preso, pois encontra-se na Itália.

José Genoino, José Dirceu (SP); Marcos Valério, Ramon Hollerbach, Simone Vasconcelos, Cristiano Paz, Romeu Queiroz, Kátia Rabello e José Roberto Salgado (MG); e Jacinto Lamas (DF), Delúbio Soares que se entregou na manhã de hoje e Henrique Pizzolato. ///Moara Cabral

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