Fisioterapeutas: mão de obra qualificada, mas mal aproveitada no mercado

 

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O vice-líder do prefeito na Câmara Municipal de Manaus (CMM) e o presidente da Comissão de Saúde na CMM,  vereadores Ednaldo Rozenha (PSDB) e  Marcelo Serafim (PSB) respectivamente, receberam ontem (5) no gabinete do vereador Marcelo Serafim, representantes da Associação de Fisioterapeutas do Amazonas para discutir propostas de inclusão do tratamento de fisioterapia na rede básica de saúde. Segundo a associação, mais de três mil pessoas deixam de ser atendidas ao mês em Manaus em função da falta de profissionais.

“Precisamos entender a importância do fisioterapeuta na vida de pessoas que sofreram um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e aquelas que tiveram algum tipo de acidente. Esses pacientes só poderão ser restabelecidos se contarem com a ajuda de um profissional de Fisioterapia”, explicou Rozenha.
De acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde (Susam) do ano passado, Manaus tinha pelo menos 120 mil pessoas na capital em recuperação de AVC.

Atualmente, a capital já possui uma lei municipal que prevê a inclusão de pelo menos um fisioterapeuta nas Unidades Básicas de Saúde de Manaus (UBSs). Tanto Marcelo Serafim, quanto Rozenha se comprometeram em conversar com o prefeito Arthur Neto para que a lei seja aplicada na cidade.

Distritalização do serviço

Como presidente da Comissão de Saúde da CMM, Marcelo Serafim afirmou que a distritalização do serviço poderia ajudar a resolver a demanda reprimida de atendimento que ocorre na cidade. “Acredito poderemos criar distritos de atendimentos nas Zonas da cidade, mas essa proposta deverá ser levado ao prefeito (Arthur Neto)”.

Durante a reunião, o vice-presidente da Associação de Fisioterapeutas, Rossine Fernandes, disse que no Amazonas  existem cinco mil profissionais formados em Fisioterapia, sendo que somente 1.600 têm registro profissional e muitos outros estão buscando outras formas de atuarem como fugindo para a estética. “A maioria não se registra por conta do baixo índice de empregos na área apesar da demanda reprimida de atendimento que chega a três mil pacientes sem tratamento por mês em Manaus”, afirmou.

Ele explicou que o tratamento de Fisioterapia consiste em sessões que precisam ser feitas de forma contínua e interrupção do tratamento pode piorar a situação do paciente. “Temos pacientes que precisam fazer dez sessões e só conseguem fazer uma, porque a próxima é programada para depois de 60 dias e eles desistem e não têm dinheiro para pagar um tratamento particular. Isso só piora o restabelecimento e cria um problema em cadeia”, explicou.

Marcelo e Rozenha, ao final da reunião afirmaram também tentar marcar uma Audiência Pública com profissionais da área, órgãos públicos e sociedade civil. A audiência ainda não tem data estipulada.

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