Feira Norte do Estudante reúne mais de 18,5 mil pessoas abordando tendências do mercado de trabalho

(Foto: Divulgação)

Estou pronto para o futuro? Essa é uma pergunta essencial a ser feita pelos jovens que sonham em integrar o mercado de trabalho nos próximos anos. O avanço cada vez mais rápido da tecnologia está causando não apenas a extinção de muitas funções, mas abrindo um novo leque de possibilidades que precisam ser consideradas na hora de escolher qual caminho profissional seguir.

Os mais de 18,5 mil visitantes que passaram pela 10ª Feira Norte do Estudante (FNE), de quarta (25) a sexta-feira (27), em Manaus, conferiram um pouco do que o mercado de trabalho espera dos profissionais do futuro, não só em termos de capacitação técnica, mas de habilidades interpessoais.

Na avaliação da professora universitária Joziane Mendes, que ministrou uma palestra sobre o tema, os jovens que têm mais chances de despontar na carreira são aqueles que investem também em competências que dizem respeito à personalidade e ao comportamento.  “Na Feira Norte do Norte temos muitos alunos, advindos do ensino médio, e grande parte deles está imbuída da ‘verdade’ de que para conseguir um emprego, precisa ter experiências profissionais, competências técnicas. Mas, o que os gestores mais buscam atualmente são exatamente as competências comportamentais”, explicou.

Quem está iniciando a jornada rumo à vida profissional provavelmente tem dezenas de indecisões “fervilhando” na cabeça e já percebeu como os empregos tradicionais podem sofrer mudanças drásticas em alguns anos. Segundo um estudo encomendado pela Dell Technologies ao Institute For The Future (IFTF), aproximadamente 85% das profissões de 2030 ainda nem foram criadas.

Diante de tantas possibilidades e incertezas, fica ainda mais difícil prever o futuro daquela profissão que hoje parece ser a ideal. Para os estudantes que estão nesta situação, a dica é não fugir das mudanças, mas estar preparado para se reinventar.

“O jovem que vai sobreviver nesse mercado não é necessariamente aquele que é graduado em Engenharia ou em Medicina. É sobretudo o jovem que tem a capacidade de se reinventar, que está aberto a mudanças e a novas experiências, independente da área que ele escolher, por mais conservadora que ela seja. Não há o que fazer em relação a revolução digital, mas há sim muito o que pode ser feito em relação ao nosso comportamento frente a esse novo cenário”, destacou Joziane.

FNE

 Com a proposta de mostrar os horizontes para a formação acadêmica e profissional na região, a Feira Norte do Estudante movimentou o Manaus Plaza Centro de Convenções, no bairro Chapada, com mais de 100 palestras e dezenas de atividades educacionais e culturais gratuitas. Nesta edição, que marcou o aniversário de 10 anos do evento, mais de 30 instituições, entre faculdades, escolas, cursos de idiomas, empresas de estágio e seleção, participaram da programação.

Para a acadêmica de Psicologia, Abinoane Brandão, a FNE foi uma oportunidade de entender melhor o que o mercado de trabalho está buscando. “Ainda sou estudante, mas já estou terminando a graduação. E quem está saindo da faculdade sofre com aquele conflito de hoje estar se formando e amanhã estar desempregado. Então, eu procurei o evento para saber como posso me colocar no mercado”, afirmou.

Assim como os milhares de estudantes que visitam a feira todo ano, Abinoane já sofreu com a indecisão na hora de escolher a profissão. “No meu primeiro vestibular, eu tinha 17 anos, estava no terceiro ano do ensino médio e só realizei a prova porque estava fazendo cursinho, simplesmente para testar meus conhecimentos. Costumo brincar que passei por acidente e então me vi numa faculdade pública fazendo um curso com o qual não me identificava tanto, que era Letras. E de lá para chegar em Psicologia eu ainda entrei em Publicidade, entrei em Design Gráfico, sem saber para onde seguir, me procurando. Por isso, com quem tenho oportunidade de conversar sobre o assunto, sempre digo que não tem problema em não saber agora, é uma decisão muito importante. Não tem problema testar outras coisas, procurar outros mercados, esperar mais um pouco”, contou.

São exemplos como esse que motivaram a criação da Feira da Norte do Estudante, em 2010, conforme explicou a coordenadora da iniciativa, Inês Daou. “A feira surgiu de uma demanda por eventos que pudessem auxiliar as pessoas na descoberta da sua vocação e escolha de carreira. Fazemos isso colocando escolas, faculdades e agentes de empregabilidade num único espaço, e de forma gratuita.  Nosso principal propósito é auxiliar os jovens dando a eles a oportunidade de conhecer todas as possibilidades que a academia e o mercado oferecem e colocando esses jovens em contato direto com professores e profissionais”, disse.

Ao longo de 10 anos, são muitos os estudantes que descobriram a profissão certa na FNE. Entre essas histórias, está a de Fernando Nogueira, que participou do evento em 2018 e voltou neste ano como aluno do curso de Engenharia de Software, integrando o “time” que conduziu as atividades no estande do Instituto de Computação da Universidade Feral do Amazonas (ICOMP/UFAM). “Ano passado eu visitei a feira, conheci o curso no estande da universidade e gostei da área. Agora estou aqui”, comemorou.

 

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