FCecon recebe mutirão de cirurgia plástica para mulheres mastectomizadas

Após a plástica, a paciente deve tomar medicamentos e passar pelo período de acompanhamento
Médicos de várias regiões do País fazem um mutirão de cirurgia plástica em pacientes em tratamento de câncer de mama na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) nesta terça (24/09) e quarta-feira (25/09). O grupo de especialistas está em Manaus para participar de um congresso e resolveu fazer reconstruções mamárias nas mulheres amazonenses como ação social.
O Congresso Norte-Nordeste de Cirurgia Plástica acontece de quinta (26/09) a sábado (28/09) na capital amazonense e reúne médicos de vários Estados do Brasil, como Pará, Minas Gerais, São Paulo, além do Amazonas. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica nacional e local resolveu fazer a ação na FCecon.
Dez cirurgiões plásticos vão se revezar nas reconstruções mamárias de seis pacientes da FCecon entre esta terça e quarta-feira, utilizando a estrutura do centro cirúrgico da Fundação, além dos profissionais locais que também vão atuar. O mutirão é coordenado pelo cirurgião plástico da Fundação, Roberto Alves Pereira, e terá procedimentos de colocação de prótese, reconstrução do complexo aréolopapilar e de simetrização para que as pacientes fiquem com mamas simétricas.
As pacientes passaram pelos processos de mastectomia, que é a retirada de uma ou das duas mamas, além de quimioterapia e radioterapia e serão submetidas à reconstrução tardia, ou seja, depois de terminado o tratamento. As pacientes estão nos cinco anos de acompanhamento, até possivelmente receberem a alta oncológica. A maioria tem mais de 40 anos, faixa etária de maior incidência do câncer de mama.
Autoestima – A recuperação da autoestima é um dos principais ganhos da ação, na avaliação da gerente do setor de Mastologia da FCecon, Hilka Espírito Santo. “Quando a gente oferece a reconstrução, a gente está devolvendo a essa paciente a sexualidade, o contorno corporal. A gente devolve um pouco da vida que ela perdeu ao retirar essa mama, que é uma cirurgia grande, uma mutilação. Isso melhora a autoestima, muitas melhoram a vida sexual, a vida do trabalho, o dia a dia delas é com certeza bem melhor”, afirma a mastologista.
Apesar do mutirão ocorrer durante dois dias, as pacientes devem passar por outros procedimentos plásticos na mama, uma vez que o processo é longo. Mulheres que passam pela simetrização, por exemplo, fazem até três cirurgias na mama até que os cirurgiões alcancem o resultado de simetria.
As pacientes, além de fazerem a reconstrução mamária, serão acompanhadas pelo cirurgião plástico da FCecon e demais setores depois do pós-operatório, como Psicologia e Fisioterapia.
Expectativa – A dona de casa Luzimaria da Costa, 54, faz tratamento de câncer de mama há mais de dois anos e nesta quarta é uma das mulheres que farão a reconstrução mamária.
Luzimaria fez mastectomia, retirando a mama direita, e também passou pela quimioterapia. A dona de casa está ansiosa e espera recuperar a autoestima após a cirurgia. “Espero que ocorra tudo bem. Depois que tira a mama, fica uma coisa muito chata de se olhar no espelho e ver que está faltando algo na gente”, contou.
Após a plástica, a paciente deve tomar medicamentos e passar pelo período de acompanhamento.

 

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