Expedição Binacional comprova diminuição da população de botos no Amazonas‏

 

boto rosa

Pesquisadores brasileiros e colombianos, além de representantes do Instituto Mamirauá, Projeto Aquavert, Fundação Omacha, Instituto Piagaçu, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e WWF, percorreram em um barco adaptado cerca de 500 quilômetros dos rios da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus, no Amazonas.

A pesquisa que teve início em 2006 vem realizando a primeira estimativa da população e catalogação de botos que habitam o rio Purus, afluente da margem direita do rio Solimões.

Ao longo destes anos este projeto já capacitou aproximadamente 160 pesquisadores e guarda-parques que atuarão na preservação da espécie do boto-vermelho, que segundo levantamento, vem diminuindo 10% ao ano.

“Dados revelam que o Purus é um local de grande concentração de botos na região Amazônica, e que merece grandes esforços para preservá-los”, afirma Fernando Trujillo, diretor científico da Fundação Omacha. Para isso foram realizados 1.640 registros da espécie tucuxi (Sotalia fluviatilis) e 528 de boto-vermelho (Inia geoffrensis).

O boto-vermelho está alocado na categoria “quase ameaçada” da União Internacional para Conservação da Natureza (UICN), por serem capturados para servirem de isca na pesca da piracatinga, cuja produção é toda exportada para Colômbia, pois é um peixe necrófago (come animais mortos) que não se consome na região Amazônica.///BLOGdaFLORESTA

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