Ex-primeira dama, Edilene Oliveira, é presa por atrapalhar Operação Maus Caminhos

Edilene Gama

A ex-primeira do Amazonas, Edilene Oliveira, foi presa na manhã desta quinta-feira (4), pela Polícia Federal, por suspeita de está atrapalhando as investigações sobre o desvio milionário de recursos da saúde pública do Estado. Já o ex-governador José Melo (Pros), que estava preso, na sede da Superintendência da PF, deste do 31 de dezembro, teve a prisão temporária convertida em preventiva.

Edilene foi presa após a Justiça Federal acatar um pedido do Ministério Público Federal (MPF) e decretar a prisão preventiva dela e do ex-governador José Melo. A decisão foi tomada pela juíza plantonista da 1º Vara da Justiça Federal, Jaíza Maria Pinto Fraxe.

A prisão temporária de José Melo venceria nesta quinta-feira (4). O casal está preso na sede da PF, no bairro Dom Pedro, na Zona Oeste de Manaus, e deve ser transferidos para unidades prisionais ainda hoje. Diferentemente da prisão temporária, a prisão preventiva não tem prazo para vencimento.

De acordo MPF, o pedido para que ela fosse presa aconteceu porque ficou constatado que há clara interferência dela na investigação criminal, intimidação de testemunhas, ocultação de bens e potencial continuidade da prática de lavagem de dinheiro.

Para o MPF, a necessidade de novas diligências no caso e a existência de elementos claros de interferência indevida dos investigados na apuração criminal, com prática de intimidação de testemunhas, ocultação de bens e possível continuidade da prática permanente de lavagem de dinheiro justificam a prisão preventiva dos investigados.

Relatório de investigação anexado ao processo para embasar os pedidos demonstrou que Edilene Oliveira e familiares arrombaram boxes de guarda de bens um dia antes do cumprimento de mandados de busca e apreensão para retirar caixas com objetos.

O texto do relatório informa ainda que “imagens das câmeras de segurança da empresa mostram Edilene Oliveira acompanhada de dois familiares no local, solicitando a abertura de dois boxes. Além disso, funcionários da empresa informaram que ela não possuía as chaves e que haviam sido levadas pela PF no dia anterior, por isso Edilene solicitou o arrombamento dos boxes”.

Ao acatar os pedidos do MPF, a Justiça destacou que sobre José Melo e sua esposa “recaem provas suficientes de materialidade dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude em licitações, corrupção e formação de organização criminosa, sendo que há fortes indícios de que ambos foram os líderes ativos de todas essas infrações penais – que geraram rombos nos cofres da saúde do Estado do Amazonas”, aponta o texto do relatório.

Segundo consta no pedido, o representante da empresa informou que Edilene estava bastante abalada e chorava. Funcionários da empresa revelaram ainda que a ex-primeira dama retirou algumas caixas dos boxes, parecidas com outras encontradas pela PF no dia 24 de dezembro de 2017, no mesmo local.

A Justiça considerou ainda situação de tentativa de intimidação de testemunhas ocorrida nesta quarta-feira (3), data da decisão, relatada pelo MPF. Segundo o órgão, uma caminhonete S10 branca – veículo semelhante ao utilizado comumente por seguranças do casal – permaneceu a alguns metros da entrada da sede do MPF no Amazonas. Após a chegada dos sócios da empresa – que reformaram a mansão de José Melo e Edilene – que prestaram depoimento ao MPF, o veículo foi embora. As informações são do Em Tempo.

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