Ex-jogador de basquete e médico, Marcel atua na luta contra Covid-19

Voltado à Medicina e a palestras, ele disse que não quer mais ser técnico por não se sentir ouvido como nos tempos em que era ídolo

Campeão com a seleção brasileira de basquete, Marcel de Souza poderia aproveitar o período de quarentena e se resguardar em casa só olhando as suas conquistas. Mas, médico de formação, o medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos Indianápolis 1987 resolveu ir para a linha de frente no combate ao novo coronavírus em Jundiaí, no interior de São Paulo, e ajudar a acabar com a pandemia.

Em entrevista à Rádio Agência Nacional, o ex-companheiro de Oscar Schmidt naquela conquista histórica nos Estados Unidos contou detalhes da sua história com a medicina. Segundo ele, ‘não escolheu ser médico’. Diante do cenário de crise, sentiu que precisava atuar.

“Não é que escolhi ser médico. Me olhei no espelho e me vi como médico. Aí, já meu pai e família não queriam que eu ficasse lá mais, eu joguei só um ano, e voltei para cá. Fiz cursinho e entrei na medicina”, disse um dos maiores nomes do basquete brasileiro, que ainda acredita que conquistou pouca coisa. “Passei a estudar muito mais, nas madrugadas, e, com isso, tive que abandonar o treinamento adequado para o esporte, para o basquete e paguei com o físico. Me machuquei e não cheguei ao máximo que eu podia chegar.”

Oscar, inclusive, postou com orgulho uma foto do amigo todo paramentado com roupas de proteção. Marcel é médico e ultrassonografista. Logo no começo da pandemia, o ex-jogador, hoje com 63 anos, que faz parte do grupo de risco, chegou a tirar dúvidas de amigos mais próximos e utilizar as redes sociais para passar informação. Não demorou muito e já estava na casa das pessoas evitando que elas fossem aos hospitais.

“Sabe quem é esse da foto? É o Marcel. Aquele mesmo da seleção. Ele é médico e está trabalhando como voluntário para ajudar a tratar pacientes com suspeita de coronavírus. Fiquei com vontade de colocar essa foto não apenas porque tenho um baita orgulho desse meu amigo, mas também para parabenizar nesse Dia do Trabalho todos aqueles que estão na linha de frente em um momento tão difícil como esse. Vocês são heróis!”, escreveu Oscar.

Marcel participou de quatro edições dos Jogos Olímpicos com o Brasil (Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988 e Barcelona 1992) e, durante muito tempo, jogou ao lado de Gerson Victalino, que morreu na última quinta. No país, atuou por Corinthians, Sírio, Monte Líbano e encerrou a carreira no Palmeiras, em 1994.

Por R7

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