Estado libera convênios para desabrigados da enchente no interior

Melo chamou a atenção para a situação desesperadora vivida pela população ribeirinha
Melo chamou a atenção para a situação desesperadora vivida pela população ribeirinha

Nesta quinta-feira (6), o vice-governador José Melo, que acompanha de perto as ações de monitoramento e controle da Defesa Civil do Estado, avaliou os prejuízos e a ajuda humanitária que chega às famílias atingidas pela subida do nível das águas, nas calhas dos rios Madeira, Purus e Juruá. A cheia deste ano já atinge 15 municípios do interior, deixando sete sob alerta, mais sete em situação de emergência e um em total estado de calamidade.

Comunidades de Tapauá, Carauari, Eirunepé, Itamarati, Borba, Manicoré, Novo Aripuanã estão sob níveis de alerta. Já em Boca do Acre, Lábrea, Pauini, Envira, Guajará, Ipixuna e Apuí, a régua de subida do leito do rio fez as prefeituras decretarem situação de emergência, enquanto em Humaitá, o mais atingido até o momento, já se trabalha sob um estado de calamidade pública.

Em Humaitá, até o momento, 2.348 famílias foram afetadas pela enchente
Em Humaitá, até o momento, 2.348 famílias foram afetadas pela enchente

No último balanço divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) no sábado (1º), em Humaitá, o rio Madeira já havia ultrapassado a cota de emergência de 23,52 metros e está a 98 centímetros de atingir o nível máximo registrado na cheia histórica de 1993. Ainda de acordo com o CPRM o rio Purus está 1m13 acima da cota de transbordamento.

Melo chamou a atenção para a situação desesperadora vivida pela população ribeirinha com o agravamento da enchente na calha dos três afluentes do rio Amazonas. Segundo o vice-governador, a situação crítica em Humaitá, por exemplo, levou o Estado a assinar três convênios, que somam R$ 962 mil, verba que deverá ser destinada à aquisição de madeira, alimentos, combustível, medicamentos e transporte/remoção de pacientes das áreas alagadas. “Milhares de famílias estão desabrigadas.
Há boa vontade do governo federal e das Forças Armadas no auxílio às famílias dos ribeirinhos, mas o aumento do número de desabrigados e a dificuldade de transporte de água potável, cestas básicas e medicamentos exigem decisões rápidas”, asseverou.

A cheia deste ano já atinge 15 municípios do interior
A cheia deste ano já atinge 15 municípios do interior

Para o secretario da Defesa Civil do Estado do Amazonas, Roberto Rocha, a cheia do rio Madeira será uma das maiores registradas. Ele afirmou que Manicoré também deverá decretar nos próximos dias estado de emergência. Segundo ele, em uma semana, o número de atingidos pela cheia dos rios no Amazonas subiu para 25.288 mil, desse total, 14 mil pessoas estão desalojadas. “A maior parte das famílias está sendo abrigada em escolas estaduais. Outras, porém, por iniciativa própria, preferiram ser realocadas para casas de parentes, em terra firme”, completou.

Números oficiais – Em Humaitá, até o momento, 2.348 famílias foram afetadas pela enchente, perfazendo o total de 11.515 pessoas desabrigadas. Os prejuízos à iniciativa pública somam mais de R$ 21 milhões, contabilizados a partir da submersão de 33 escolas, perda de 50 poços artesianos comunitários, paralisação das atividades do mercado municipal e da estação portuária de cargas.

Em Boca do Acre, o primeiro município a decretar estado de emergência, 3.756 famílias foram afetadas, das quais 742 já foram removidas para casas de parentes ou amigos.

Situação atualizada – manhã de quinta-feira (6)

* Municípios Em Alerta; 7
Calha Purus
– Tapauá
Calha Juruá
– Borba
– Manicoré
– Novo Aripuanã
Calha Madeira
– Carauari
– Eirunepé
– Itamarati

* Municípios em Emergência: 7
Região Purus
-Boca do Acre
– Lábrea
– Pauini

Região Juruá
– Envira
– Guakjará
– Ipixuna

Calha do Madeira
– Apuí

* Municípios Em Calamidade; 1
Calha do Madeira
– Humaitá

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