Escola Especial André Vidal de Araújo é referência no tratamento do autismo

As atividades trabalham o equilíbrio, o comando e o direcionamento dos autistas
As atividades trabalham o equilíbrio, o comando e o direcionamento dos autistas
As atividades trabalham o equilíbrio, o comando e o direcionamento dos autistas

Uma escola que oferece além dos tradicionais espaços de uma instituição de ensino, estrutura e atividades que contribuem para a evolução fisiomotora e cognitiva de alunos com o transtorno do espectro de autismo. É desta forma que a Escola Municipal de Educação Especial André Vidal de Araújo vem despertando a atenção e conquistando a aprovação de pais de crianças com o transtorno.

As atividades e todo o trabalho pedagógico realizado no processo educacional dos alunos autistas tornaram a escola, que funciona na Vila Amazonas, no bairro Parque Dez, uma referência na rede de ensino da Prefeitura de Manaus.

É nos circuitos funcionais e na piscina que os alunos mostram evolução dia após dia
É nos circuitos funcionais e na piscina que os alunos mostram evolução dia após dia

Como a maioria das escolas, a André Vidal de Araújo é equipada com laboratório de informática, salas de música, de jogos e de vídeo, além de biblioteca, mas é nos circuitos funcionais e na piscina que os alunos mostram evolução dia após dia. Muitos já demonstram intimidade com a água e fazem questão de gastar energia com as braçadas e mergulhos.

“O próprio meio líquido favorece o trabalho porque a água tem um efeito relaxante. No funcional o trabalho é mais individualizado. Já na piscina eles se socializam mais, realizando o trabalho motor com a diversão”, disse a professora de educação física e responsável pelas atividades na piscina, Zélia Allen.

Segundo Elizabeth Cabral, mãe de João Batista, de 9 anos, a escola foi um suporte não só para o filho, mas para toda a família em seu convívio diário
Segundo Elizabeth Cabral, mãe de João Batista, de 9 anos, a escola foi um suporte não só para o filho, mas para toda a família em seu convívio diário

A escola faz parte do Complexo de Educação Especial André Vidal de Araújo. O gestor do espaço, Helivan Dantas, destacou o trabalho feito no local desde o diagnóstico do autismo.

“Aqui não falta material e nem estrutura para trabalhar com os alunos. O diagnóstico do autismo acontece com mais rapidez e estamos recebendo crianças cada vez mais novas, possibilitando o trabalho e a reversão de características do autismo. Assim muitos deles passam a interagir na sociedade”.

Atividade motora

Professor de educação física, Luiz Cláudio Pinheiro trabalha há seis anos com educação especial e ressaltou a necessidade de se desenvolver atividades que trabalhem o equilíbrio, o comando e o direcionamento, despertando no autista uma melhor coordenação motora e o aprendizado de outros fatores pedagógicos.

“Com essas atividades físicas despertamos a atenção das crianças para as formas geométricas, cores e comandos que ajudam a uma melhor interação social. Todas as atividades físicas trabalham o psicopedagógico até que o aluno atinja o nível adequado de fazer a atividade de forma individual e só”, explicou.

Apoio à família

Elizabeth Cabral é mãe de João Batista, de 9 anos, que frequenta a escola desde que a família descobriu nele a presença do transtorno do espectro do autismo.  Segundo ela, a escola foi um suporte não só para o filho, mas para toda a família em seu convívio diário.

“Aqui na escola, o João entrou com três anos, desde a nossa descoberta do transtorno. Eu não sabia o que era autismo e aqui também tive a ajuda com essas informações. Nós também aprendemos como continuar com os ensinamentos em casa colaborando com a evolução das crianças”, destacou.

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