Entidades pedem prisão do empresário e tia da menina de 13 anos que sofreu abusos sexuais

Protetores de crianças e adolescentes pedem que decisão que libertou dupla seja revista (Foto: Patrick Marques/G1)

Para repudiar a soltura do empresário Fabian Neves dos Santos, de 37 anos, e da tia da jovem de 13 anos que foi obrigada a fazer programas e estuprada, o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca) protocolou uma nota de repúdio, na manhã desta sexta-feira (10), no Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam). O documento assinado por entidades de proteção à crianças e adolescentes pede que a decisão seja revista.

Conforme a presidente do Cedca, Amanda Ferreira, que esteve acompanhada de outras entidades de proteção à criança e ao adolescente, não há como aceitar que as pessoas flagradas em um ato criminoso estejam em liberdade usando tornozeleira eletrônica. “O flagrante ocorreu, então que eles sejam punidos para servir de exemplo”.

Ainda conforme Amanda, há uma grande luta pelo combate ao abuso sexual contra crianças e adolescentes, com campanhas e pedidos de denúncia. Com este caso, a denúncia foi feita, a polícia prendeu os envolvidos, mas os infratores foram liberados para responder pelo crime em liberdade.

O empresário e a tia foram flagrados com a garota, na tarde da última terça-feira (7), dentro do  motel Safari, no bairro Monte das Oliveiras, zona Norte de Manaus.

A mulher e o homem que é do ramo de segurança,  foram apresentados em audiência de custódia, na tarde de quarta-feira (8), por estupro de vulnerável e favorecimento a exploração sexual. Os dois  respondem em liberdade, conforme autorização do juiz Celso Souza de Paula, titular do primeiro Tribunal do Júri e plantonista da Vara Criminal do Fórum, que concedeu a liberdade provisória pelo fato de o acusado não ter antecedentes criminais, ter emprego fixo e residência em Manaus e do crime não ter sido executado mediante violência real, mas presumida por conta da idade da menina.

“A tia tinha que deveria proteger a menina que já tinha todo um histórico. Um ato de exploração sexual foi flagrado. Um abusador dentro de motel e agenciadora e o juiz não levou isso em consideração. Toda a rede da infância está indignada com isso”, disse Amanda.

(Com Portal do Marcos Santos)

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