Em reunião com MPE, Sinteam reafirma posição contrária de retorno às aulas e propõe comissão

Imagem: Reprodução

Em reunião com o Ministério Público Estadual na quinta-feira (18/6), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (SINTEAM) reafirmou sua posição contrária à retomada das aulas presenciais, nesse momento, como vem anunciando o secretário de Estado da Educação, Luís Fabian.

A reunião online foi convocada com a promotora Delisa Olívia Vieiralves Ferreira, titular da 59.ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa dos Direitos Humanos e à Educação (PRODHED) do MPE.

A presidente do SINTEAM, Ana Cristina Rodrigues, disse que esses trabalhadores estão entre os mais vulneráveis, por causa da superlotação das salas de aula, do espaço físico e da falta de material de limpeza nas escolas. “Não tem água sanitária ou sabão em barra nas escolas. Como vamos garantir a higiene dos trabalhadores em educação e dos estudantes?”, argumentou. Ana também falou da campanha lançada pelo sindicato sobre salvar vidas. “Não há segurança para o retorno. Não se pode jogar com a sorte e arriscar a vida das pessoas. Cada vida é importante para alguém”.

A promotora disse que estava elaborando uma recomendação para enviar ao Governo do Estado mas, assim como o SINTEAM, foi surpreendida com o anúncio de volta às aulas antes de ser chamada para conversar. “Nós reconhecemos a estrutura e superlotação das salas de aula. Temos preocupação também com os professores e grupos de risco. Não podemos focar só no aluno mas também em quem vai dar aula. Embora haja casos e óbitos por covid-19 entre crianças e adolescentes, muitos são assintomáticos mas transmitem a doença”, disse a promotora.

Delisa defende que as aulas só sejam retomadas após a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) dizer como isso se dará. “Precisa de um planejamento muito detalhado”, disse.

O SINTEAM pediu a criação de um comitê específico para discutir os temas relacionados à educação nesse contexto de pandemia, como o retorno das aulas, por exemplo. Este comitê seria formado pelas secretarias estadual e municipal de educação, saúde, OAB, MPE, representantes dos pais, além do sindicato. “Parece que o governo nos vê como inimigos, mas nosso papel é representar e defender o interesse da nossa categoria”, afirmou a presidente.

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