Em 14 dias após assumir, vice-prefeito de Caapiranga faz uma devassa nas contas da prefeitura

Por decisão judicial entre os dias 07 a 21/12 o vice-prefeito Moisés Filho, “vulgo Canarana”, assumiu a prefeitura Municipal de Caapiranga pela terceira vez numa acirrada disputa pelo cargo de prefeito pela via da justiça através de liminares, pois forças políticas contrárias cooptaram o vice-prefeito, com promessas mirabolantes, fazendo emergir o que há de mais ruim no ser humano, a ganância.
A partir daí teve início essa disputa judicial, com mudanças na titularidade por três vezes, julho, outubro/novembro e dezembro. O prefeito tentando retornar ao seu cargo, eleito constitucionalmente, e o vice-prefeito, já cooptado pela oposição e movido por interesses pessoais, movendo céus e terra para usurpar um cargo que não é seu.

Dessa última vez, o “Canarana” foi além dos limites, movimentou mais de 700 mil reais e 14 dias e não apareceu nada no Município, veja suas ações: 1) Aquisição falsa de máquinas pesadas para recuperação das ruas da cidade sem fazer licitação; 2) Transferência de R$ 245.000,00 para uma empresa de fornecimento de medicamentos e não entregou nada. Totalmente ilegal, pois não considerou que a prefeitura já tinha um contrato com empresa fornecedora de medicamentos; 3) Retenção de recursos dos funcionários que fizeram empréstimos consignados e não foram repassados aos bancos, sendo claramente apropriação indébita; e 4) O não repasse constitucional dos recursos do Fundo de Previdência Municipal, numa demonstração clara de improbidade administrativa.

Esquema para desvio de recursos públicos

O vice-prefeito, até dois anos atrás nem pensava em política e, por isso, não tem conhecimento nessa área, tramitação com os dirigentes políticos no Estado nem recursos para pagar vários advogados. No entanto, apareceu um grupo que está dando as cartas e usando o Canarana como fantoche. Está no meio o juiz aposentado compulsoriamente Hugo Fernandes Levy Filho, que em 2010 foi condenado pelo Conselho Nacional de Justiça por favorecimento a prefeitura municipal de Coari que disputava com o município de Manaus a arrecadação do ICMS sobre a exploração de petróleo e gás natural em Coari, na gestão de Adail Pinheiro. Esse mesmo juiz prometeu a Canarana utilizar de sua “influência” junto a corte estadual a seu favor e em troca o vice-prefeito atendesse seus pleitos e contratasse as empresas indicadas por ele com o único objetivo, se apropriar de recursos públicos.
Ficou explícita a participação desse grupo nessa última passagem de Canarana como prefeito interino, pois, vários familiares do juiz foram contratados e nomeados em cargos estratégicos com objetivo de desviar dinheiro público, vejamos: Contratado o Escritório Jurídico Levy & York Advogados Associados, onde o advogado Hugo Levy Fernandes Neto é membro (filho do juiz Hugo Levy), Presidente da Comissão de Licitação -Luiz Henrique Levy (Filho do juiz Hugo Levy , Ivania Neves de Oliveira-Secretaria de Esporte e Lazer (esposa do juiz Hugo Levy), Ednelson Oliveira –Assessor e conhecido no meio político como “Fanfarra” (Filho adotivo do juiz Hugo Levy), Daniele Nakagami Braule Pinto – Secretária de Obras (Parente do juiz Hugo Levy), Francisco Mendonça Representante em Manaus (Parente do juiz Hugo Levy), Michele Nakagami Braule Pinto – Assessora na Assistência Social (Parente do juiz Hugo Levy). Um verdadeiro esquema foi montado para roubar a prefeitura, colocando pessoas em locais estratégicos para dominar os recursos da prefeitura, além da vergonhosa indicação de parentes do juiz aposentado compulsoriamente Hugo Levy, que em 14 dias receberam mais de R$ 2 mil reais, enquanto os funcionários no Município não receberam nada e passaram o Natal sem dinheiro.

Altos Salários e festa com dinheiro da prefeitura

Pela Lei Orgânica do Município os salários dos Secretários Municipais estão fixados em R$ 3.500,0 e diárias de R$ 250,00, acontece que os Secretários da gestão do Canarana trabalharam 14 dias e a maioria receberam mais de R$ 4.000,00. Sendo que a Secretária de Saúde e de Finanças receberam mais de R$ 5.000,00 e o de finanças ainda recebeu R$ 3.000,00 de diárias,  a Controladora Geral do Município que é para ser vigilante na execução orçamentária e na transparência recebeu duas vezes o valor de R$ 4.000,00 totalizando R$ 8.000,00, uma verdadeira festa com dinheiro público, de um município pequeno em que muitas pessoas necessitam de pouco para sobreviver e não tem ou porque não receberam seus salários que conquistaram com seus trabalhos.

Para o prefeito Antônio Lima, “os fatos estão sendo apurados por uma comissão criada especialmente para essa finalidade e as provas serão levadas às autoridades policiais, ao Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado, Poder Judiciário, Câmara de Vereadores e população em geral”, finalizou.

*Com informações da assessoria de comunicação

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