Donald Trump vai abrir mão de salário presidencial

Donald Trump no programa 60 Minutes, da CBS
Donald Trump no programa 60 Minutes, da CBS
Donald Trump no programa 60 Minutes, da CBS

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no domingo que abrirá mão do seu salário quando assumir a chefia da Casa Branca. Com uma fortuna estimada em U$ 3,7 bilhões, ele afirmou que receberá apenas um valor simbólico de US$ 1 por mês, como determina a lei, e não os US$ 400 mil por ano que recebe um presidente. Em sua primeira entrevista após as eleições, o magnata se disse entristecido com as notícias sobre perseguições e intimidações a minorias, deflagradas após sua vitória nas urnas, e finalmente pediu pelo fim das tensões.

Após a sua vitória na eleição, protestos contra a sua retórica agressiva durante a campanha se espalharam por várias cidades do país. Em resposta, Trump garantiu aos americanos que saem às ruas que não há nada a temer quanto a futuro do país.

— Odeio ouvir isso. Estou tão entristecido de ouvir isso — declarou ele, no programa “60 Minutes” exibido pela “CBS”. — Se isso ajuda, vou dizer isso, e vou dizer direto para as câmeras: parem com isso.

Trump ainda garantiu aos americanos que estão protestando contra o resultado das eleições que não há nada a temer quanto a futuro do país.

— Não tenham medo. Vamos trazer nosso país de volta — assegurou.

O presidente eleito dos Estados Unidos afirmou que cumprirá com sua promessa de deportar milhões de imigrantes sem documentos do país. O republicano confirmou que seguirá adiante com sua proposta migratória e garantiu ainda que cerca de três milhões serão deportados depois que ele assumir o cargo, em 20 de janeiro.

— O que estamos fazendo é pegar essa gente que é criminosa e suas fichas criminais, membros de gangues, traficantes, que totalizam dois, talvez três milhões. E vamos tirá-los do país e vamos fazer com que sejam presos — declarou Trump no programa 60 Minutes da CBS.

Sobre o muro que ele propôs construir na fronteira com o México para barrar imigrantes, ele afirmou que algumas partes da obra poderiam ser de cerca.

— Mas em certas áreas, um muro é mais apropriado. Sou muito bom nisso. É chamado de construção, pode haver alguma cerca — explicou.

Em mais um tema polêmico, o magnata republicano garantiu que não revogará a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo no país.

— É a lei. Foi estabelecida pela Suprema Corte, quero dizer, está feito — frisou, ao ser questionado sobre se apoia uniões gays.

Na sexta-feira e no sábado, o republicano se reuniu com assessores em Nova York para discutir a transição de poder. Mal iniciado o processo, Trump já anunciou uma mudança em sua equipe, que agora será liderada por seu vice, Mike Pence — colocando o governador de Nova Jersey, Chris Christie, em um segundo plano.

Farão parte do Comitê Executivo da equipe de transição o presidente do Comitê Nacional Republicano, Reince Priebus, assim como três filhos do magnata nova-iorquino — Donald Trump Jr., Eric Trump e Ivanka Trump.

Outros nomes da equipe de transição são o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani, o ex-presidente da Câmara de Representantes, Newt Gingrich, o senador Jeff Sessions, defensor de uma linha dura com os imigrantes, e o médico Ben Carson, que também disputou as primárias do partido.

Desde as eleições de terça-feira, nas quais Trump derrotou a democrata Hillary Clinton, vários protestos contra o republicano foram registrados no país. Em Portland, Oregon, as manifestações terminaram em violência, e um manifestante foi baleado.

com Agência O Globo

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