Desembargador acusado de estuprar neta é condenado a 47 anos de prisão

Rafael Romano é suspeito de cometer crime de pedofilia desde que a neta tinha 7 anos. — Foto: Paulo Frazão

O desembargador aposentado Rafael Romano, de 72 anos, denunciado por estuprar a neta, foi condenado a 47 anos de prisão. A sentença ocorreu no domingo (7), segundo a defesa a vítima. O caso está em segredo de justiça. O magistrado foi denunciado pelo Ministério Público do Amazonas (MPE-AM), por estupro de vulnerável, quando a neta ainda tinha 7 anos.

O advogado do desembargador Rafael Romano, José Carlos Cavalcanti, disse que deve ter dois dias para apresentar recurso. Segundo ele, a medida deve ocorrer quando as partes forem comunicadas oficialmente da decisão.

“Soubemos a partir da impressa que havia uma sentença. A partir disso, eu acessei o processo, verifiquei a sentença. Meu cliente, quando for intimado pessoalmente dessa sentença, vai se iniciar o prazo de recurso. O recurso com o prazo menor foi o que ele [juiz] disse, dois dias”, disse Cavalcanti.

Com relação à condenação o advogado da mãe da vítima, Arthur Ponte, informou que ficaram satisfeitos com a sentença e que, por isso, não vão recorrer.

Questionado sobre o caso, o Tribunal de Justiça do Amazonas informou que não vai informar detalhamentos sobre o processo, que está em Segredo de Justiça. O Tribunal acrescenta que, institucionalmente, não se manifestará sobre a referida ação judicial, uma vez que esta envolve situações particulares da vida do magistrado.

O caso veio à tona depois que a mãe da jovem fez a denúncia ao Ministério Público, em fevereiro de 2018. Ela visitava uma amiga em um hospital quando a filha decidiu revelar a situação.

RELEMBRE O CASO

Rafael Romano é avô paterno da vítima, que tinha 7 anos quando os abusos começaram, em 2009. As situações foram relatadas pela jovem em depoimento à Delegacia Especializada em Proteção de Crianças e Adolescentes (Depca). Os relatos foram incluídos na denúncia do MPE.

Segundo a vítima, o último caso ocorreu quando a menina já estava com 14 anos, em 2016. Na ocasião, ela disse que uma tia chegou a ver a situação, mas negou quando foi questionada sobre os abusos por “sentir vergonha”.

“Ela disse que tinha uma notícia muito grave para me contar. Ela disse ‘meu avô está me molestando desde que eu era pequena’. Tomei um susto, precisei respirar, fiquei completamente sem chão”, disse a mãe.

Na época, a advogada publicou um texto nas redes sociais onde expõe a denúncia e chama o ex-sogro de “monstro horroroso” e “pedófilo”.

Por G1

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