Deputada acusa Sérgio Moro de “trairagem” e insinua crime em vazamento do ex-ministro

Zambelli postou vídeo em suas redes sociais em resposta ao vazamento de mensagens particulares em que ela tentava convencer Moro a aceitar a troca de comando na Polícia Federal prometendo ajudar em sua indicação ao Supremo

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) postou vídeo em suas redes sociais em resposta à divulgação, por parte de Sérgio Moro, de conversa particular em que ela tentava convencer o ex-ministro a aceitar Alexandre Ramagem como novo diretor-geral da Polícia Federal, no lugar de Maurício Valeixo. Zambelli se disse “decepcionada, magoada e triste” com o que classificou como um ato “maligno” de Moro, e afirmou não ter cometido crime ao prometê-lo articular junto ao presidente Jair Bolsonaro sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Eu estava propondo para ele aceitar o Ramagem, que era um nome bom para ele e bom para o presidente Bolsonaro. E como uma cidadã, como qualquer um de vocês, eu disse ‘seu lugar é no STF, eu te ajudo a ir pro STF, e a gente tenta fazer o presidente prometer'”, disse.

A parlamentar afirmou ter ficado sabendo da publicação por meio de mensagens e ligações que recebeu após a edição de sexta-feira (25) do Jornal Nacional, pois, segundo ela, quando recebeu telefonema da produção do programa, estava assistindo a um filme com e família e não entendeu bem do que se tratava o contato, por isso teria dito que não tinha “nada a comentar”.

Zambelli pôs em dúvida, ainda, a legalidade do ato de Moro. “Antes de vazar uma (conversa) comigo, ele vazou uma com o presidente. É a mesma coisa de eu vazar uma conversa com um cidadão. Não se vaza, não se faz isso com as pessoas. Isso é uma conversa particular entre mim e ele. Ele tinha um mandado pra poder vazar assim? Será que isso é só trairagem, ou isso é crime também?”, questionou.

No vídeo, a deputada insinuou premeditação na conduta do ex-ministro, principalmente quando ele disse não estar “à venda”. “Quando ele escreveu isso – ele nunca escreveu dessa forma pra mim – eu percebi que tinha alguma coisa estranha, porque em momento nenhum eu ofereci dinheiro pra ele. Eu só estava pedindo, ‘por favor, fica no Governo, ajuda o Governo’ “.

‘Divórcio’

Carla Zambelli, que teve Sérgio Moro como padrinho do seu casamento com o diretor da Força Nacional de Segurança, Coronel Aginaldo de Oliveira, chegou a comparar o rompimento entre Bolsonaro e Moro a um divórcio.

“Foi como se minha mãe e meu pai tivessem se divorciado, e eu tivesse que escolher com quem eu fico. Só que existe uma lógica no divórcio, com quem que você fica? Você sempre fica com a sua mãe, que é quem te dá mais segurança. São as coisas naturais. Se acontecer, o natural é você ficar com sua mãe. E o natural disso tudo é eu ficar com o Bolsonaro”, disse a deputada, antes de encerrar o vídeo reforçando apoio ao presidente.

“O Moro vai passar. O Moro vai chegar daqui dez, 20 dias, ele vai estar dando aula em algum lugar, ele vai estar em algum outro lugar, e a gente vai continuar fechado com o Bolsonaro”.

Por Diário do Nordeste

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