Cresce o número de casos confirmados em áreas indígenas no rio Andirá

Foto: Divulgação/Dsei Parintins

A Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) divulgou nesta semana um novo boletim epidemiológico sobre a pandemia de Covid-19 em todos os Dsei’s do Brasil.

O Dsei/Parintins superou a marca de 100 casos do vírus nas aldeias indígenas do Baixo Amazonas, mas, continua sendo o distrito com menos casos do país. A coordenação do Dsei afirma que o aumento para 108 casos confirmados, aconteceu devido ao crescimento de casos na região do rio Andirá, em aldeias da etnia Sateré-Mawé.

Dos 108 casos confirmados da doença, 94 já estão recuperados. O distrito registra ainda o total 05 óbitos pela Covid-19, 47 casos descartados e 09 casos ativos.

De acordo com o coordenador do Dsei/Parintins, José Augusto ‘Nenga’, O Comitê de Combate à Covid-19 da instituição, através das equipes de saúde tem intensificado os trabalhos dentro das aldeias abrangentes pelo distrito, para evitar que esse número continue aumentando.

“Esse aumento de casos já era esperado devido a flexibilização das medidas restritivas nas sedes dos municípios e isso alcança as áreas indígenas. Com isso, o Dsei se preparou organizando suas equipes nos 5 polos de atendimento e criamos mais um para atender essa demanda. Somente no rio Andirá existem 3 equipes realizando esse trabalho de combate à Covid-19”, explicou o coordenador.

Atendimento com Uapi’s em terras indígenas

Para a realização desse trabalho de combate ao coronavírus, o Dsei/Parintins já havia firmado parceria com os Expedicionários da Saúde (EDS), para a instalação de 10 Unidades de Atenção Primária Indígena (UAPI), em pontos estratégicos da área de abrangência do distrito, visando o atendimento de pacientes com casos leves e moderados de Covid-19.

Cada UAPI é composta por concentradores de oxigênio, grupo geradores de energia, medicamentos, insumos, Equipamentos de Proteção Individual – EPI e equipamentos médicos hospitalares.

“Isso ajuda a não superlotar os hospitais e nos garante a possibilidade de evitar movimentar o paciente com o vírus da sua aldeia para outra e para a cidade”, ressalta José Augusto.

[Assessoria]

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