CPI da Telefonia inicia audiências públicas na Calha do Solimões

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A Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa do Amazonas, que investiga a qualidade dos serviços prestados por empresas de telefonia móvel, fixa, celular e internet, (CPI da Telefonia), realizou na cidade de Coari, 363 km em linha reta da capital, mais uma Audiência Pública, para ouvir os moradores do município sobre as deficiências na prestação desses serviços.

O município apresenta alguns índices que o diferenciam dos demais visitados anteriormente. Segundo dados do IBGE, a população da cidade está em torno de 75.965 habitantes. Conhecido antes pela sua produção de banana, atualmente, Coari recebe os royaltes da Petrobras pela produção de petróleo e gás, que o colocam na quarta posição das cidades mais ricas do Norte do país, ficando atrás apenas da capital, Manaus, Belém e Porto Velho.

Apesar de toda pujança econômica, a realidade encontrada nos serviços de telefonia pelos membros da CPI no município, é igual ou pior a dos outros municípios visitados e que não possuem a mesma expressão econômica. Atualmente, apenas seis torres (células) estão instaladas em Coari: Vivo (02), Claro(01), Tim (02) e Oi (01). A quantidade de células, não suporta a demanda da população coariense.

“A realidade que nós enfrentamos é muito dura. Na seca, essa época, comunidades inteiras ficam isoladas. A maioria das comunidades não possui telefones fixos. Tem que caminhar por mais de duas horas em ramais para chegar até um rio navegável. No INSS, estamos sem realizar perícia eletrônica. O barco PAI, quando esteve aqui não conseguiu realizar os serviços, por falta de serviços de internet, além da cobrança que sofremos da população que não quer saber de competência, quer ver os serviços, principalmente essenciais, como esses resolvidos,” afirmou Mário Jorge, vereador e funcionário do INSS.

Questionado pelo presidente da CPI, deputado Marcos Rotta (PMDB), sobre os problemas que o BASA enfrenta pela deficiência do serviço de telefonia, Airton Campos, gerente geral do banco, discorreu sobre crescimento e desenvolvimento, “ O Brasil Sul é desenvolvido, tem seus problemas que são menores que os nossos. Apesar de o banco possuir recursos para auxiliar no desenvolvimento, às vezes, não conseguimos fazer com que esse dinheiro circule, por falta de estrutura na comunicação, “afirmou.

A estudante de biotecnologia Luana Fermino de Azevedo,23, em seu depoimento, foi enfática. “ Senhores deputados, já desisti do meu curso de inglês e vários outros cursos, por causa, desses serviços precários de internet e telefonia móvel.

“Por orientação da União dos legislativos Estaduais ( UNALE), e pela deficiência dos serviços que todos conhecem, solicitamos a instalação dessa CPI para forçar mudanças na Lei Geral das Telecomunicações, e os depoimentos tomados aqui em Coari vão contribuir muito para a elaboração do nosso Relatório”, finalizou Rotta.

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