Construção civil do AM cresce 10% em 2018, diz Sinduscon-AM

Conforme pesquisa, o mercado imobiliário cresceu 16% na comparação com 2017. (Foto: Divulgação)
Pesquisa do mercado imobiliário indica que o segmento cresceu 16% em 2018 no comparativo com o ano anterior, conforme divulgado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM) e Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM), nesta terça-feira (29). Com base em dados gerais do setor, o sindicato estima que a construção civil do Estado cresceu 10% no ano passado em relação a 2017.
Em 2018, o mercado imobiliário reagiu em número de lançamentos, quando o setor dá início a obras privadas. No ano anterior, o segmento lançou três empreendimentos, sendo um horizontal e dois residenciais. Esse número subiu para seis no ano passado: houve três lançamentos no segundo trimestre, dois no terceiro, e um, no quarto.
No total, no ano passado, o setor imobiliário colocou no mercado 2.140 novas unidades, todas do padrão econômico – composto por imóveis que recebem subsídios do Minha Casa Minha Vida (MCMV), da Caixa Econômica Federal (CEF).
Como já registrado em pesquisas anteriores, as vendas do quarto trimestre de 2018 apontam que as unidades de padrão econômico continuam liderando a preferência entre a população. Somente no último trimestre do ano, foram vendidas 629 imóveis do padrão econômico na capital.
No entanto, a pesquisa do mercado imobiliário indicou crescimento das vendas do médio e alto padrão, de acordo com Marco Bolognese, presidente da Comissão da Indústria Imobiliária (CII) do Sinduscon-AM. “Tínhamos, no terceiro trimestre, uma participação de mais de 70% dos imóveis econômicos, e agora, já no quarto trimestre, essa participação caiu para 50%. Isso demonstra que o mercado de médio e alto padrão começou a reagir. Lentamente, mas começou a reagir”, disse, atribuindo o crescimento à melhora do cenário econômico e às perspectivas em relação às reformas previstas no novo governo.
O presidente do sindicato, Frank Souza, explica que as unidades de médio padrão custam acima de R$ 235 mil; em média, possuem três quartos; têm uma de média de 80 metros quadrados e estão concentradas na zona sul da capital. Ele destaca, ainda, que a venda sobre a oferta chegou a 6,1%, em Manaus.
“Se você observar, a média nacional é de 5%. Isso implica dizer que nós temos aqui um desempenho melhor que em outras capitais. O índice que a Caixa Econômica tabula no Brasil é 8%. E no Amazonas, temos 90% do crédito baseado nesse banco. Imaginamos que isso vai se manter e até crescer em 2019”, prospeta.

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