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Cantor Belo é preso em investigação sobre show durante pandemia

O cantor Marcelo Pires Vieira, o Belo, foi preso na tarde desta quarta-feira por policiais da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) por gerar aglomeração durante um show realizado no Complexo da Maré, na Zona Norte da cidade, no dia 12 de fevereiro. De acordo com as primeiras informações, o evento não teve autorização da Secretaria Municipal de Saúde.

A ação foi em cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça contra os responsáveis por promover a invasão e realização do evento no Ciep 326 – Professor César Pernetta, no comunidade Parque União, no Complexo da Maré, na última sexta-feira (12/02). A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar quem são as pessoas responsáveis pela realização da festa.

“Como se tal situação, por si só, não fosse absurda e suficiente para uma resposta do estado, foi verificado junto à Seeduc (Secretaria de Estado de Educação) que o evento ocorreu sem qualquer autorização, configurando verdadeiro esbulho/invasão de um prédio público para a realização de um evento privado, contrário ao interesse público e que serviu para propagar ainda mais a doença viral”, disse o delegado titular da DCOD, Gustavo de Mello de Castro.

Segundo a DCOD, a invasão de um estabelecimento de ensino, localizado na comunidade Parque União, uma das áreas mais conflagradas do estado, onde a maior organização criminosa do Rio de Janeiro atua, somente poderia ocorrer com a autorização do chefe criminoso da localidade, que controla a localidade há anos e figura como indiciado em diversos procedimentos policiais, sendo, inclusive, um dos bandidos mais procurados do estado.

“Vivemos um novo normal, certo? Esse novo normal é para alguns ou para todos? Todos nós estamos nos virando para nos adequar às novas normas. Não existe vilão ou mocinho. Seria maravilhoso ideal se pudéssemos ficar trancados em casa aguardando a vacina chegar, que por sinal vai demorar para o brasileiro, né? Mas como pagamos nossas contas? Nós ficamos meses em casa, e mesmo agora, não saímos, não viajamos, não vamos a festas, bares, praia. Mas precisamos sair pra trabalhar”, disse.

Além das prisões, a Justiça também decretou a suspensão das atividades da sociedade empresária e bloqueio das contas bancárias dos investigados, até que se apure os prejuízos causados pela conduta criminosa.

Os quatro mandados de prisão preventiva são contra:

– Marcelo Pires Vieira, o Belo, cantor
– Célio Caetano, sócio da produtora
– Henriques Marques, o Rick, sócio da produtora
– Jorge Luiz Moura Barbosa, o Alvarenga, chefe do tráfico no Parque União

Relembre o caso

Um show do cantor Belo atraiu milhares de pessoas no pátio do Ciep 326 Professor César Pernetta, no Parque União, no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio. Apesar da pandemia, a apresentação aconteceu até o início da manhã de sábado (13). Em vídeos divulgados na internet era possível ver um palco com luzes e amplificadores de som.

A capital está há quatro semanas em alto risco de contaminação. As autoridades proibiram festas e blocos de carnaval que formem aglomeração na tentativa de conter a disseminação da pandemia do coronavírus.

De acordo com nota enviada pela Polícia Civil, “todas as pessoas envolvidas no evento em questão serão ouvidas para esclarecimento”.

A corporação também informou que “o Parque União é uma comunidade com forte atuação do tráfico de drogas, que atua coagindo e ameaçando moradores e estabelecimentos da região”. (O Povo)

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