Candidatos vão às urnas na França sob forte esquema de segurança

Bonecos gigantes de políticos franceses feitos de papel machê na 133ª Parada de Carnaval em Nice
Bonecos gigantes de políticos franceses feitos de papel machê na 133ª Parada de Carnaval em Nice

Os franceses vão às urnas neste domingo para decidir o novo presidente sob forte esquema de segurança. Uma operação de guerra foi montada para que os candidatos pudessem votar neste domingo. Até o meio-dia (horário local, 7h de Brasília), a participação do eleitorado chegou a 28,54%, número muito similar ao do último pleito, há cinco anos, indicou neste domingo o Ministério do Interior da França. Em 2012, nesse mesmo horário, tinham votado 28,29% dos eleitores, em eleições que acabaram com uma forte participação, de quase 80%.

O candidato de extrema esquerda à presidência da França Jean-Luc Mélenchon votou na Câmara Municipal do 10º distrito de Paris acompanhado de seus principais colaboradores de campanha. Sorridente e bem tranquilo, Mélenchon depositou seu voto na urna após ter se tornado a grande surpresa em uma campanha que o levou a quase 20% das intenções de voto nas pesquisas.

A exemplo dos outros candidatos que já votaram – o social liberal Emmanuel Macron, o conservador François Fillon e a ultradireitista Marine Le Pen -, a chegada de Mélenchon ao colégio eleitoral aconteceu sob fortes medidas de segurança.

A candidata ultradireitista à presidência de França Marine Le Pen votou neste domingo no primeiro turno das eleições em seu reduto eleitoral de Hénin-Beaumont, no norte do país, onde também pretende continuar durante todo o dia. Acompanhada do prefeito da cidade, Steeve Briois, também da Frente Nacional (FN), Marine votou em meio a uma grande expectativa da imprensa

O presidente da França, François Hollande, votou em seu reduto eleitoral de Tulle, no departamento de Corrèze (centro do país), nas eleições presidenciais marcadas por sua renúncia a concorrer à reeleição. Hollande votou logo depois das 10h (horário local, 5h em Brasília) em um colégio eleitoral de Tulle, localidade da qual foi prefeito, e onde conta com um forte apoio popular.

O presidente anunciou no dia 1º de dezembro que não tinha intenção de concorrer à reeleição para um novo mandato, devido a seus fortes índices de impopularidade. A decisão de Hollande representou um marco na 5ª República francesa (instaurada em 1958), ao se tornar o primeiro presidente que desiste de concorrer à reeleição. Seu correligionário e candidato pelo Partido Socialista, Benoît Hamon, que segundo as pesquisas deve ser o grande derrotado deste primeiro turno das eleições, votou praticamente na mesma hora que Hollande em Trappes, na periferia de Paris.

(Fonte: Agência EFE)

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