Cães e gatos podem sofrer com depressão, diz veterinária

O transtorno depressivo pode atingir os animais por traumas, abandono, solidão, entre outras causas verificadas.

Tristeza, perda de interesse ou prazer nas atividades antes praticadas, falta de energia, oscilação do sono, como dormir muito ou pouco, perda de apetite são alguns dos sintomas da depressão. Janeiro Branco é o mês dedicado à conscientização da saúde mental.

No Brasil, 5,8% da população sofre com a depressão. Ela afeta um total de 11,5 milhões de brasileiros. Segundo os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina.

O Transtorno Depressivo Maior, porém, também pode atingir os animais. Cães e gatos podem conviver com o problema, na análise da veterinária Luana Sartori, responsável pela Monello Select.

Traumas, abandono, chegada de um novo integrante na família, mudança de ambiente e solidão são algumas das causas da depressão nos pets. “A tristeza profunda acomete cães e gatos que passam por experiências difíceis, por sustos grandes ou que ficam muito tempo sozinhos. Cada animal responde de uma forma a esses fatos expostos”, explica a especialista.

Alguns sinais indicam que o pet pode estar em estado de depressão como, por exemplo, a falta de apetite, que vai piorando com o passar do tempo. “A falta de interesse pelas coisas também pode ser sinal da doença. Ficar muito agitado, rejeitar carinhos do tutor, destruir objetos da casa, urinar em local diferente e latir em demasia também podem indicar um transtorno depressivo”, acrescenta a veterinária.

Às vezes, a mudança de ambiente pode desencadear o problema. “O que parece simples para nós, não é tão simples para o pet. As mudanças sempre causam desconforto ao animal. Sair da zona de conforto pode causar medo aos bichinhos e uma série de doenças, inclusive a ansiedade e depressão”, revela.

Como lidar

O mais indicado para quem vai se mudar, por exemplo, é levar o animal para reconhecer o local antes da mudança. Além disso, evitar ao máximo alterar seus hábitos e rotinas também é importante. “Leve o pet para passear nos mesmos horários, mantenha as mesmas brincadeiras e redobre o afeto para que ele se sinta acolhido nesse novo ambiente”, ensina Luana Sartori.

Ao notar qualquer mudança no pet, seja física ou de comportamento, o recomendado é consultar o veterinário imediatamente. “Muitos desses sintomas estão relacionados com outras doenças mais graves, que tem tratamento. É sempre importante que o animal esteja com as vacinas em dia e frequente um especialista regularmente”, alerta.

O tratamento varia de acordo com cada caso, mas pode ser necessário o uso de medicamentos que têm ação específica nos sintomas.

fonte: ESTADÃO CONTEÚDO

 

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