Biodiversidade segue em queda no planeta, apontam relatórios científicos internacionais

Foto: Amanda Lelis
Foto: Amanda Lelis

A dupla biodiversidade e qualidade de vida, longe de ser um slogan, é uma realidade que está sob ameaça. Mudanças severas no clima, avanços do agronegócio, desperdício, poluição… os perigos têm muitas faces e continuam a reduzir a variedade de formas de vida no planeta. Essa é parte dos diagnósticos lançados na última sexta-feira (23/03) durante a 6ª Reunião Plenária da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), na cidade colombiana de Medellín.

O IPBES é uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) que conta com 129 países membros. Durante a reunião, foram apresentados quatro documentos sobre o status da biodiversidade para continentes e regiões do planeta: Américas, África e áreas da Europa e Ásia Central e Ásia e Pacífico.

Os relatórios são resultado de quatro anos de cooperação entre cerca de 550 especialistas de mais de uma centena de países do mundo. O Instituto Mamirauá contribuiu com os esforços científicos no âmbito das Américas, se somando a aproximadamente 120 representantes do continente.

De acordo com o pesquisador e diretor-geral do Instituto Mamirauá, Helder Lima de Queiroz, o IPBES vai divulgar periodicamente atualizações sobre o estado da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos no mundo. “A ideia é que a iniciativa gere recomendações para os estados-membros implementarem em suas políticas nacionais”, explica.

O representante do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), afirma que os diagnósticos causam apreensão por mostrarem que, em relação a diagnósticos anteriores, “não houve melhora nítida no estado da biodiversidade, nem paralisação na perda de serviços ecossistêmicos, o que é preocupante, porque toda a humanidade depende deles”.

O documento principal do IPBES, contendo cerca de 650 páginas, deverá estar disponível dentro de algumas semanas. Para mais informações, acesse o site da organização. Com informações do Instituto Mamirauá.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here