Belarmino Lins pede que DNIT reavalie portaria que proíbe tráfego de caminhões e carretas na BR-230

Deputado Belarmino Lins (PP)

Preocupado com o risco de isolamento de Apuí, o deputado estadual Belarmino Lins (Progressistas) encaminhou apelo ao DNIT-AM (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) para que o órgão reavalie uma portaria que proíbe o tráfego de caminhões e carretas com peso acima de 23 toneladas na BR-230 (Transamazônica). A proibição se deve à ausência de pavimentação e pontes de madeira na rodovia, de acordo com a portaria.

“A portaria afeta drasticamente o município de Apuí, que, no nosso entender, por não ter acesso a vias fluviais, vive uma situação diferenciada em relação aos municípios de Lábrea e Humaitá, também atingidos pela decisão do DNIT”, disse o parlamentar que respaldou seu apelo em dados fornecidos pelo vice-prefeito apuiense Marcos Lise, que visitou o órgão na segunda-feira (27), em Manaus, para tentar amenizar os impactos da portaria quanto a Apuí.

Em vídeo sobre o seu encontro com autoridades do DNIT, Marcos Lise argumentou: “A situação do trecho entre Humaitá e Apui é diferente do trecho Humaitá/Lábrea e Humaitá/Manaus, que envolve a BR-319. A nossa base, entre Apuí e Humaitá, suporta peso e o nosso município não possui ligação com rios. Tudo que vai para Apuí é por meio da Rodovia Transamazônica, inclusive o combustível imprescindível para a alimentação do sistema elétrico da cidade. As carretas da Eletrobras medem, em média, 38 toneladas”.
Detentor de um rebanho estimado em mais de 100 mil cabeças de gado, Apuí tem economia baseada rigorosamente na pecuária, mas também valoriza a agricultura cujos produtos são comercializados para as cidades vizinhas. “Se a portaria não for revista, o frete, de acordo com Marcos Lise vai encarecer 100%, o que provocará a alta dos preços dos alimentos e de outros produtos indispensáveis à população local”, diz Lise.

Segundo Belarmino Lins, as argumentações do vice-prefeito ao DNIT “foram sólidas, convincentes, levando o órgão a se comprometer em rever a portaria, relevando a situação de Apuí”. A situação de Apuí, afirma o deputado, “é específica, diferenciada, e por isso merece ser reavaliada pelo DNIT”.

 

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