Bebê deixada no telhado pela mãe morre em maternidade

A mãe da bebê está presa no Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF).

Uma bebê recém-nascida, do sexo feminino, que foi encontrada em cima de um telhado no bairro Alvorada, faleceu em uma unidade hospitalar em que estava internada.

O advogado de Adriana da Lima, de 23 anos, que teria jogado a criança no telhado da vizinha, informou ao EM TEMPO na tarde desta segunda-feira (1), que a bebê não resistiu e faleceu. Ela estava internada na Maternidade do Alvorada 1.

A mãe da menina foi autuada em flagrante por tentativa de aborto e homicídio e está presa no Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF).

Segundo o advogado de Adriana, ela estava em uma incubadora e recebia os devidos cuidados para se desenvolver, pois, a criança nasceu prematura de sete meses.

O resgate

A bebê de sete meses foi abandonada pela mãe, no telhado da tia da mesma, que fica localizado no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste de Manaus.

Ela foi encontrada no dia 26 de maio, terça-feira, e resgatada por Policiais Militares que foram acionados para atender a ocorrência.

Segundo os policiais da 10ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), a criança foi encontrada ainda com o cordão umbilical e com pelo menos quatro horas de vida. Ela estava com aparência de desidratação

“A criança estava desidratada e chorando muito. Ao chegarmos no local, contatamos que é uma menina e que respirava com dificuldades. Ela parecia estar em estado grave e a trouxemos para a maternidade do Alvorada. Há uma viatura no local em busca de quem possa ter abandonado a criança”, informou o policial Mycon.

Arrependimento

De acordo Wagner Amâncio, advogado de Adriana, ela estava com depressão pós-parto, e, estava num estado puerperal.

Segundo a psicóloga Alcelia Ramiro, o estado puerperal consiste em um estado psíquico.

“Ele é oriundo do código penal. É um fenômeno que ocorre durante ou após o parto e acarreta alterações físicas e psíquicas muito fortes na mãe, levando que ela cometa atos que não tem consciência”, disse.

A legislação é responsável por penalizar a mãe que cometer tais atos, que segundo a doutora, em sua pior forma, essas alterações psíquicas podem levar a mãe a tirar a vida do próprio bebê.

Por EM TEMPO

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