BC diz que rebaixamento reforça necessidade de juro alto e ajuste fiscal

Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, comenta rebaixamento da nota de crédito do país
Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, comenta rebaixamento da nota de crédito do país
Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, comenta rebaixamento da nota de crédito do país

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou em audiência pública no Senado que o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência Standard & Poor´s reforça a necessidade de manter o processo de ajuste nas contas públicas.

Disse ainda que a elevação nos indicadores de risco do país, que se refletem no dólar, por exemplo, exigem que a política monetária se mantenha vigilante em caso de desvios significativos das projeções de inflação em relação à meta.

“A situação tornou-se mais desafiadora após a retirada do grau de investimento dos títulos soberanos brasileiros por uma das grandes agências de avaliação de risco. Por isso, reforço a necessidade de prosseguir com determinação e perseverança no processo de ajustes e de fortalecimento da resiliência de nossa economia”, afirmou Tombini nesta terça-feira (15).

Ele disse ser natural, em um processo de ajuste, que os custos apareçam mais rápido do que os benefícios, o que afeta negativamente as expectativas de crescimento do PIB e de inflação. Afirmou, no entanto, que as medidas são necessárias para que o país volte a crescer.

O presidente do BC repetiu o discurso de que a taxa básica de juros (Selic, de 14,25% ao ano) continuará elevada por um tempo “suficientemente prolongado” para trazer a inflação para 4,5% no fim de 2016.

O Brasil também precisa estar preparado, segundo Tombini, para um possível aumento nos juros nos EUA e para as mudanças na economia chinesa, que afetam o preço de ativos como o dólar.

Sobre a desvalorização do real, o presidente do BC afirmou que esse processo favorece as exportações e a indústria brasileira. Disse ainda que o país possui elevado nível de reservas internacionais (US$ 371 bilhões) e atua ainda por meio de contratos de câmbio (swap) para garantir que não haja problema de instabilidade financeira no Brasil.

Tombini afirmou que a inflação, que está acima de 9% nos últimos 12 meses, vai permanecer elevada até o fim do ano. Disse ainda que, sem o aumento dos juros, o repasse de reajustes de tarifas e do câmbio para os preços seria ainda maior.

Para o BC, já no primeiro semestre de 2016, a inflação começará a cair, refletindo melhor os ajustes econômicos.

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