Ato fúnebre em protesto contra a impunidade dos mensaleiros

O professor Ademir Ramos, além de indignado pelo resultado, questionou os R$ 15 milhões pagos aos advogados dos réus
O professor Ademir Ramos, além de indignado pelo resultado, questionou os R$ 15 milhões pagos aos advogados dos réus

Um ato fúnebre foi realizado neste sábado (21), na Praça da Policia, contra a decisão do Ministro Celso de Mello que acolheu os recursos dos advogados dos ¨mensaleiros¨, junto a maioria dos votos no Plenário do Supremo Tribunal, permitindo assim que os doze réus condenados na ação penal recorram das condenações dos crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. A iniciativa foi do Projeto Jaraqui na tribuna pública, onde houveram muitas reclamações por conta desta decisão.

“O dever de proteção das liberdades fundamentais dos réus é encargo constitucional deste tribunal, mesmo que o clamor popular se manifeste contrariamente sob pena de frustração de conquistas históricas que culminaram, após séculos de lutas e reivindicações do próprio povo, que a reação do Estado à prática criminosa jamais poderia constituir reação instintiva arbitraria, injusta ou emocional¨. Foi esta a decisão muito criticada pelo Prof. Ademir Ramos, que indignado pelo resultado questionou ainda os quinze milhões pagos aos advogados destes ¨corruptos¨ salientou.

O ato teve como objetivo chamar a atenção para a impunidade que continua no Brasil
O ato teve como objetivo chamar a atenção para a impunidade que continua no Brasil

O protesto em forma de ato fúnebre teve o objetivo de chamar à atenção para a impunidade que continua no Brasil, referentes aos atos corruptos de políticos, segundo o Prof. Ademir que chama à atenção para o fecho desta ação, o ministro Celso de Mello como decano termina fechando o circulo com o recém empossado colega de justiça para concluir na decisão final. ¨Estamos fazendo um ato contra estas pessoas, não contra o STF, mas contra os vícios que continuam nos tribunais de justiça¨

Por sua vez, o promotor de justiça aposentado Candido Honorio disse que houve uma época em que a decisão judicial não se questionava e apenas se cumpria, mas agora a Constituição garante a livre expressão e manifestação do pensamento e expressou sua revolta da decisão do STF qualificando de imoral, arbitraria, porque contraria a vontade do povo.

¨Mesmo que muitos ministros e governantes pensem que a massa é ignorante, haverá um dia que terão que pagar pelo não compromisso com o povo e com a  justiça”, salientou o ex-promotor de Justiça do Amazonas.//Mercedes Guzman / Fotos: Áida Fernandes

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