Atentado contra revista francesa deixa ao menos 12 mortos em Paris

Homens armados em frente a sede da revista
Homens armados em frente a sede da revista
Homens armados em frente a sede da revista

Da Redação – Uma dia sangrento. É assim que pode ser chamada essa quarta-feira (07) na França. Um grupo de mascarados armados invadiu a sede da revista Charlie Hebdo, em Paris, matando 12 pessoas, entre os quais quatro cartunistas, e deixando outras 11 feridas. Segundo testemunhas, os assassinos entraram na redação já atirando com fuzis AK-47 e gritando em árabe “Deus é grande”.

O presidente francês Francois Hollande afirmou que as vítimas são verdadeiros heróis e que seu país saberá dar uma resposta à altura, mantendo a luta contra o terrorismo e o fundamentalismo. A polícia local está em alerta máximo e busca os três acusados pelo atentado, que após baterem o carro da fuga pegaram outro.

O presidente Francois Hollande afirmou que as vítimas foram heróis
O presidente Francois Hollande afirmou que as vítimas foram heróis

POLÊMICA NA PONTA DO LÁPIS

A publicação sempre polemizou por conta das charges que não poupam ninguém, principalmente as vertentes religiosas, como o catolicismo e o islamismo. No caso do Islã qualquer representação gráfica do Profeta Maomé é considerada uma blasfêmia. Em 2011, o radicalismo islâmico já havia atingido a sede da revista, destruída por uma bomba incendiária. Dessa vez, uma charge mostrando que o profeta seria morto por seus seguidores caso voltasse à vida nos dias atuais despertou mais uma vez a ira religiosa.

Charlie-Hebdo-Charge-Colagem-01APOIO E INDIGNAÇÃO

As manifestações de solidariedade também foram registradas pelas organizações jornalísticas em todo o mundo. “O ataque ao Charlie Hebdo é um ataque aos valores fundamentais dos editores: liberdade de expressão, liberdade de publicaçãoe o direito de criticar e polemizar. A IPA chama todos os editores, autores, jornalistas e cartunistas a se unir e defender estes valores. Somos todos Charlie Hebdo”, declarou Richard Charkin, dirigente da Associação Internacional de Editores.

Charlie-Hebdo-ManifestacoesNo Brasil, a Federação Nacional dos Jornalistas publicou em seu site: “A FENAJ repudia a violência contra jornalistas, alertando a sociedade para o perigo da intolerância (seja política, religiosa ou de qualquer natureza) e do obscurantismo, que tem gerado ataques às liberdades de expressão e de imprensa em todo o mundo”.
(Roberto Brasil com informações agências de notícias)

 

 

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