As ‘escapadas’ da presidente

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Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff (PT) realizou visitas-relâmpago que não foram comunicadas na agenda oficial da Presidência da República. As viagens para Granada, Marrakech e Agra foram ‘escapadas’ da petista, que aproveitou compromissos oficiais para fazer turismo com o dinheiro público.Desde que assumiu o governo do país, a presidente Dilma Rousseff já havia repetido em pelo menos seis ocasiões a estratégia de conciliar agendas oficiais com passeios. Em 2012, antes de chegar a Nova Délhi, na Índia, para participar da Cúpula dos Brics, a presidente fez uma escala sigilosa em Granada, na Espanha,  caminhou ao lado de turistas na rua e visitou o Palácio de Alhambra. Dilma também fez questão de ir comer o bacalhau do restaurante Terra, que depois batizou o prato de “bacalhau à Dilma”.

Não podemos aceitar essas atitudes calados. Na última terça-feira, dia 28, o PSDB protocolizou na Procuradoria Geral da República, na Câmara dos Deputados, uma representação contra Dilma, em razão da ‘voltinha’ que a presidente, juntamente com sua comitiva, fez no dia 25 de janeiro deste ano em Lisboa, onde Dilma não tinha nenhuma agenda relevante.

A presidente foi participar do Fórum Econômico Mundial, na Suíça, e aproveitou a viagem para dar uma ‘esticada’ em Lisboa. A comitiva ocupou 45 quartos em Portugal a um custo de R$ 70 mil. Somente a suíte ocupada pela presidente custou R$ 26 mil. Outra ostentação de Dilma foi o jantar no Eleven, um dos restaurantes mais caros da cidade. E fomos nós que pagamos essa conta.

Precisamos apurar se Dilma cometeu ato de improbidade e crime contra a administração pública. Apesar de o Código de Conduta da Alta Administração não prever expressamente competência da comissão para avaliar a conduta do presidente e vice-presidente,  como cidadãos não poderemos ficar calados. A Comissão de Ética não pode arquivar essa representação e deixar passar essas atitudes da presidente, que está brincando com o dinheiro público.

1 COMENTÁRIO

  1. Ofuscadas pelas névoas de suas ineficácias, as direitas, que não possuem qualquer candidato para concorrer contra Dilma nas eleições deste ano, por isso estão com seu pote de inveja transbordando, procuram se iludir com qualquer comportamento da presidenta para ver se é possível extrair um mero resquício de vantagem.

    Dessa feita, elas se lançaram na parada que o avião presidencial que Dilma viajava, proveniente da Suíça, deu em Lisboa. Para elas Dilma gastou dinheiro público em restaurantes. Uma falta gravíssima que deve ser punida. Só que, com os sentidos ofuscados, como também com a cognição, não percebem que a presidenta sabe muito bem o que faz. Não porque tenha preocupação de conceder motivos para as direitas, preocupada com o veneno invejo delas, mas sim por trata-se de alguém que prima por uma conduta ética.

    Dessa forma Dilma, não se furtou a falar sobre o assunto para os jornalistas presentes na II Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos que ora ocorre em Cuba, e que pretendiam escarafunchar o assunto. Alguns deles jornalistas amestrados submissos aos patrões retrógados proprietários das mídias caducas.

    “Nesse caso, nós tínhamos uma discussão, eu podia ir para Boston, para Pensilvânia ou para Washington. Acontece que podia ter, não se sabia se confirmaria ou não, um problema forte lá por causa das nevascas, então a aeronáutica montou uma outra alternativa.

    O avião chamado a Aerolula, não tem autonomia de voo, ao contrário dos aviões do México. A alternativa foi desembarcar em Lisboa. Quem anunciou que eu estava passando um fim de semana em Lisboa não sabe fazer a conta. Eu dormi em Lisboa.

    No que se refere a restaurante, eu quero avisar para vocês o seguinte: é exigência para todos os ministros, e eu só faço exigência do que eu também exijo de mim, que quem jantar ou almoçar comigo pague a sua conta. Eu posso escolher o restaurante que for, desde que pague a minha conta. Eu pago a minha conta.

    Em todos os restaurantes em que estive, em alguns causando constrangimento, porque fica esquisito uma presidente e uma porção de ministros fazendo aquela conta de quanto é para cada um. Tem gente que acha estranho, eu acho que isso é extremamente democrático e republicano”, observou Dilma. http://www.afinsophia.com

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