As cores da arte de Rui Machado no Museu Amazônico

(Imagens: Divulgação)

O pré-lançamento da exposição acontece no dia 08 de maio, quarta-feira, às 19h no Museu Amazônico (Rua Ramos Ferreira, nº 1036, Centro) e contará com a presença de convidados e representantes de instituições acadêmicas e culturais do Estado, além do reitor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Para o público em geral é a partir do dia 09 de maio, quinta feira, onde todos poderão conferir, as cores da arte de Rui Machado.

“Rui Machado é Amazonas. Rui Machado é Brasil. Rui Machado é um patrimônio de nossa terra que orgulha a cada um de nós, que em sua rica obra se vê retratado e acolhido”, exaltou Silvio Puga Reitor da Universidade Federal do Amazonas.

A exposição “Rui Machado: uma trajetória de cores” tem como objetivo apresentar o caminho, até aqui, percorrido pelo artista, através de recortes significativos de sua vida, que integram memórias individuais e coletivas. Um trabalho feito em conjunto com a curadoria da equipe do Museu amazônico e o Artista.

A mostra traz ao público objetos pessoais como prêmios, medalhas, capas de CDs e calendários assinados por Rui, além de pinturas icônicas de vários momentos de sua carreira. Parte do acervo arqueológico e etnográfico indígena doado ao Museu Amazônico e bibliográfico, doado à Biblioteca Setorial do Museu também compõem a exposição.

Segundo Dysson Teles, diretor do Museu “a melhor e modesta forma de homenagear a trajetória deste caboclo amazônico é a que o Museu presta neste momento. A exposição “Rui Machado: uma trajetória de cores” sintetiza visualmente as etapas de produção pelas quais passou o artista, sua evolução e sua importância para a consagração da cultura amazônica”.

Sobre o artista

Rui Machado é artista plástico e poeta. Nasceu em Manaus no dia 17 de agosto de 1956. Sua relação com as artes começou cedo, com diversas manifestações, desde desenho e escrita, até esculturas. Sua primeira exposição de artes plásticas foi em 1982, denominada Travessia, no hall do Teatro Amazonas, dentro do Projeto Hahnemann. Já em 1984, lançou seu primeiro livro de poesias, intitulado Anjos e Mistérios.  

Possui, até agora, 24 prêmios e homenagens. Na seara musical, possui mais 50 composições, no entanto, recebeu seu primeiro prêmio em 2017, no 6º Festival Amazonas de Música, em 1º Lugar com a música Remando Estrelas em parceria com Valdo Cavalcante. No ano seguinte, em 2018, recebeu também o 1º Lugar no 33º  FECANI (Festival da Canção de Itacoatiara), com a música Por um Triz, novamente em parceria com Valdo Cavalcante.  

Parte desses prêmios poderá ser vista na exposição, assim também como algumas de suas obras etnográficas e arqueológicas doadas para o Museu Amazônico. Para as museólogas Lucimery Ribeiro e Mayara Monteiro, Rui, ao ceder itens de sua coleção particular ao Museu Amazônico, transforma-os em acervo público. O ato de doação de objetos com significativo valor histórico, artístico e cultural, retoma dois traços importantes na história dos museus: a mudança do acesso privado ao público, e o entendimento da função social do museu”.

Doação de acervo bibliográfico

A relação de Rui Machado com a Biblioteca Setorial do Museu Amazônico (BSMA) é antiga. Ainda antes de expor seu trabalho no Museu, foi frequentador da Biblioteca e a presenteou com inúmeras publicações relevantes. Neste momento, o artista mostra mais uma vez sua generosidade e afeto pela BSMA, ao doar seu acervo bibliográfico sobre a Amazônia para a mesma. São mais de 350 livros, que assim como sua obra, possuem uma identidade predominantemente amazônica, dentre eles, estão contidos obras preciosas que comporão a Série Coleção Especial. Para a bibliotecária Rosangela Martins, responsável pela Biblioteca do Museu, esta doação será uma valiosa adição ao acervo e se multiplicará através das mentes daqueles que a consultarem.

Vivências com o artista

No decorrer da exposição, acontecerão encontros e vivências com Rui Machado, como parte da programação educativa do Museu. A atividade tem como intuito aproximar o artista do público, dentre eles, alunos da rede pública de ensino e universitários, a partir de um bate-papo sobre a exposição e assuntos correlatos dentro do espaço expositivo.

Aproveitem e conheçam a arte desse artista. É gratuito. Vale apena conferir.

 

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