Amazonino: “Foi a melhor administração que fiz em toda a minha vida pública”

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Pref. Amazonino Mendes

O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, reuniu a imprensa, para uma entrevista coletiva no final da manhã desta quarta-feira, 12, na sede da prefeitura, na zona Oeste da cidade.

Acompanhado por todo o secretariado, Amazonino começou o discurso agradecendo o trabalho da imprensa na divulgação dos trabalhos da administração pública, assim como nas cobranças que foram feitas a ele e aos secretários. “Nós todos trabalhamos juntos. A prefeitura de um lado, a imprensa do outro, mas todos preocupados com o bem estar público. A administração com suas tarefas e obrigações e a imprensa com seu dever dificílimo de informar”, destacou.

Prestes a encerrar seu sexto mandato executivo, o prefeito de Manaus fez um balanço positivo das ações que foram realizadas ao longo dos últimos quatro anos e destacou que a vontade política de fazer foi impedida por ações judiciais. “Das promessas que fiz durante a campanha para a prefeitura, em 2008, cumpri cerca de 80% e fiz muitas outras coisas que nem prometi. Mas estão aí, para beneficio de toda a população”, declarou Amazonino.

Sobre o balanço administrativo, o prefeito tratou das áreas mais sensíveis: finanças, educação, saúde, plano diretor, transporte público e obras. Em oposição a matérias recentes, sugerindo falência das finanças públicas municipais, o prefeito elogiou os sistemas de escrituração fiscal Giss OnLine, Giex OnLine e Sig Manaus. “Quando eu assumi, não tinha informações nem da folha de pagamento. Na época, a prefeitura tinha um orçamento de R$ 1,5 bilhão e capacidade de investimento de 4,5%. Hoje, essa capacidade aumentou para 14% em um orçamento de R$ 3,2 bilhões”, afirmou.

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Na educação destacou a recuperação, ampliação ou melhorias que já foram concluídas em 210 unidades educacionais. Outras 21 escolas ainda estão em fase de conclusão das obras. Ressaltou também as conquistas alcançadas pelos professores e a política de valorização dos profissionais da educação. O programa Bolsa Universidade, que beneficia 39.292 alunos, também foi destacado como o único do Brasil a ter a contrapartida dos alunos em ações sociais. Mais de vinte, apenas em 2012.

Na saúde, Amazonino apresentou números que mostram a melhoria dos serviços prestados à população. No início do mandato, apenas um terço das unidades funcionava plenamente. Hoje, 100% das Unidades Básicas de Saúde funcionam com estrutura ampliada, não só fisicamente, como também de serviços oferecidos. Construção de quatro laboratórios com capacidade total de realização de cinco milhões de exames/ano, implantação das Carretas da Mulher, Odontológicas, Médico Ambulatoriais e o Programa Nutricional Leite do Meu Filho (que atende 80 mil crianças de 0 a 5 anos e está sendo estudado pela Unesco), foram alguns dos avanços apontados durante a coletiva.

Com relação ao Plano Diretor, Amazonino criticou a demora dos vereadores em discutir e aprovar o que foi elaborado. “A cidade cresceu muito rápido. Foi a que mais cresceu na América Latina, mas sem a observância de regras que são fundamentais. Manaus está cheia de donos. Se você vai fazer uma intervenção em uma rua, que vai atrapalhar alguém poderoso, essa pessoa vai fazer valer o seu poder. Elaboramos um Plano Diretor e que já está na Câmara há muito tempo. Lá não tem que discutir mais nada, tem é que votar, pois quem discute é o executivo. E nós fizemos esse papel”.

No quesito transporte público, a quantidade de meias passagens que havia no início da administração (500 mil/dia) e o transporte executivo foram apontados como os grandes vilões do sucateamento do sistema. “Hoje, temos a frota mais nova do país, mas o problema continua grave. O sistema executivo é predatório pois não tem regras, nem licitação, nem investimentos, nem nada. Se não fossem eles, não teria porque falarmos de aumento de tarifa. Por várias vezes tentei resolver o problema e só não consegui porque eles estão sempre amparados por liminar. O aumento é necessário? É. Mas não sou eu, no final de mandato, quem vai dar e nem o Artur (Neto) que vai começar o mandato em janeiro”, ressaltou.

Sobre obras, foram 364 em todos os pontos da cidade entre escolas, unidades de saúde, viaduto, Ponta Negra e outros. As ações chegaram à 14 mil ruas mas, segundo o prefeito, o clima chuvoso e a falta de uma estrutura de drenagem colaboram para o surgimento de buracos, exigindo um serviço permanente. A falta de repasse de verbas do governo federal também é apontada como uma das principais causas pela não conclusão de obras importantes. “Na zona norte estamos com 90% de diversas obras concluídas, mas o governo não nos repassou o recurso firmado, R$ 38 milhões. Da Ponta Negra, ainda faltam R$ 8 milhões do Ministério do Turismo”.

Ao fim da coletiva, Amazonino declarou não estar mais disposto a participar de processos políticos. “Por causa da minha idade e também pela análise que eu faço, com muita tranquilidade e muita calma, eu digo que não tenho vontade de participar disso tudo. Eu tenho ficado no meu canto, saímos de uma eleição que eu não participei. Todos esperavam que eu participasse, o que seria natural. Mas estou cansado”. Mesmo assim, o prefeito declarou que tem pensado em concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa, pois ainda tem vontade de trabalhar em prol do estado e das populações do interior do estado.

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