Amazonense é afastado do American Ballet Theatre após denúncia de assédio

bailarino brasileiro Marcelo Gomes, de 38 anos, se afastou das suas atividades na American Ballet Theatre (ABT), em Nova York, por conta de uma denúncia de assédio sexual. O caso teria acontecido há oito anos, mas chegou à direção da companhia apenas no último sábado (16). A ABT anunciou nesta quinta-feira (21) que iniciou uma investigação independente depois de ter recebido uma carta anônima. A companhia afirmou em nota que “não tolera esse suposto comportamento”.

O caso não teria envolvido mais nenhum integrante ou ex-integranta da ABT. Como cita ‘O Globo‘, até o momento, Gomes não se pronunciou pessoalmente sobre a denúncia. Uma porta-voz do bailarino, Lisa Linden, divulgou um comunicado informando que “este é um momento de reflexão para Marcelo. Ele está grato e fortalecido pelo apoio que vem recebendo da família, dos amigos e colegas”.

Marcelo Gomes nasceu em Manaus, mas mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança, quando iniciou os estudos de balé. Ele entrou no American Ballet Theatre em 1997, aos 18 anos. Em 2002, Gomes foi promovido a bailarino principal, que é o degrau mais alto da companhia. Reconhecido por sua técnica impecável, ele interpretou os principais papéis em produções como “O lago dos cisnes”, “O Quebra-nozes” e “A bela adormecida”. Além de atuar na ABT, o bailarino se afastou do grupo várias vezes para atuar como solista convidado em produções de companhias russas nomeadas como Kirov e Bolshoi e a britânica The Royal Ballet. Além disso, vinha coreografando para o ABT e é personagem de um documentário, “Anatomy of a male ballet dancer” (“Anatomia de um bailarino”), de David Barba e James Pellerito. O longa-metragem tem estreia prevista em janeiro, em Nova York.

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