Amazonas já registrou quase 10 mil casos de Aids

7.120 pacientes com HIV fazem tratamento no Amazonas
7.120 pacientes com HIV fazem tratamento no Estado

Desde o primeiro caso em 1986 até agosto deste ano, o Estado do Amazonas registrou 9.911 casos de Aids e 2.193 mortes em decorrência da doença. Os dados foram apresentados pela coordenadora Estadual de DST, Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), Silvana Silva, durante audiência pública realizada, na manhã desta sexta-feira (18), na Câmara Municipal de Manaus para discutir a questão do atendimento aos portadores do vírus na capital.

Durante a audiência requerida pela vereadora Professora Jacqueline (PPS), a coordenadora destacou que a situação da rede de atendimento aos portadores de HIV é considerada preocupante por estar centralizada somente na Fundação de Medicina Tropical (FMT).  “A partir do próximo ano, como já foi anunciado pelo Ministério da Saúde, qualquer paciente que tenha o resultado positivo para HIV já entrará no sistema para tratamento, o que vai aumentar ainda mais a demanda”, disse Silvana.

A coordenadora destacou que, atualmente, 7.120 pacientes com HIV fazem tratamento no Estado, desse total 94,5% fazem na FMT e o restante 4,5% no interior. De acordo com dados divulgados, dos 62 municípios do Estado, apenas 9 ainda não possuem casos oficialmente registrados. Somente em 2013, constam 640 novos casos de janeiro a agosto, com 148 mortes no Amazonas.

Muitas mulheres estão sendo contaminadas pelos próprios maridos, frisou Professora Jaqueline
Muitas mulheres estão sendo contaminadas pelos próprios maridos, frisou Professora Jaqueline

Prevenção

Para a vereadora Professora Jacqueline (PPS), a prevenção contra o HIV deve começar desde cedo, principalmente nas escolas. “Já fizemos uma indicação à Secretaria Municipal de Educação (Semed) para que o assunto HIV seja mais discutido nas escolas, ainda neste ano, aproveitando o dia 1º de Dezembro, que é considerado o Dia Mundial de Combate à Aids”, disse.

Jacqueline destacou ainda a necessidade de prevenção e de campanhas de conscientização para as mulheres. De acordo com a parlamentar, os dados chamam a atenção para o aumento gradativo de mulheres infectadas: há 20 anos para cada 27 homens contaminados, havia uma mulher, hoje, a relação está em torno de dois homens para uma mulher. “Muitas mulheres estão sendo contaminadas pelos próprios maridos, o que vemos como uma situação alarmante”, disse.

Desafios do atendimento

De acordo com a coordenadora Silvana Silva, um dos grandes desafios para o atendimento aos portadores de HIV é fortalecer o atendimento na rede básica, como forma de desafogar os atendimentos feitos na Fundação de Medicina Tropical.

Segundo a gerente do Núcleo de Controle das DSTs-Aids da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Adriana Raquel, atualmente, três unidades do município possuem médicos infectologistas para atender pacientes: Policlínica Conte Teles, zona Leste, Policlínica Raimundo Franco de Sá, zona Oeste, e Policlínica José Antônio da Silva, zona Norte, que juntas têm capacidade para atender até 1.200 pacientes com HIV, por mês. “Estamos trabalhando na divulgação dessas unidades para que os pacientes possam também procurar atendimento nessas localidades”, destacou.

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