Ajuste fiscal: governo enfrenta semana decisiva

Dilma-economiaA semana será decisiva para o governo no Congresso, já que o Planalto espera aprovar na Câmara uma parte do pacote de ajuste fiscal que trata do seguro desemprego.

Dilma Rousseff está passando o feriadão em Porto Alegre e, antes de sair de Brasília, deixou uma ordem expressa de que apenas duas pessoas podem entrar em contato com ela, a não ser em casos de emergência no governo: o chefe da Casa Civil, Aloízio Mercadante, e o vice-presidente, Michel Temer.

Ela está isolada porque quer tempo para pensar em todos os conselhos que recebeu para lidar com o novo problema no Congresso.

O Planalto já conta com a aprovação pela Câmara da primeira medida provisória do pacote do ajuste nesta quarta feira (6), mas teve que ceder: o prazo mínimo de contribuição para dar direito ao seguro desemprego, que era de um ano e meio no projeto original.

Depois da pressão do Congresso, foi fechado um acordo para reduzir o prazo para um ano- a equipe econômica, porém, diz que não dá para negociar novas reduções sem comprometer o aperto de cinto do país.

Agora a oposição conta com um aliado, teoricamente governista: o presidente do Congresso, que já confidenciou que quer reduzir ainda mais o tempo de carência para o seguro desemprego. Ontem, em pronunciamento divulgado pela internet, Renan Calheiros insinuou que o governo não está defendendo o trabalhador.

A equipe econômica nega e diz que está apenas corrigindo distorções. Os governistas terão ainda que desarmar outra bomba para as contas públicas: o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, quer dar urgência na semana que vem ao aumento da remuneração do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). BAND

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