Agentes de endemias denunciam problemas de saúde por falta de equipamentos e devem paralisar atividades

(Foto: Reprodução)

O Sindicato de Agentes de Endemias (SindiAgente) anunciou na última semana o indicativo de greve por tempo indeterminado que terá início no dia 3 de setembro. De acordo com a categoria, 35 municípios já aderiram ao movimento de paralisação.

Segundo a presidente do SindiAgente, Clélia Soares, em dois anos quinze agentes morreram e 21 do distrito rural de Manaus estão com a saúde comprometida por doenças causadas por falta de epis (equipamentos de proteção individual).

Resultados dos exames preocupam

Resultados de exames mostram que o nível das plaquetas nos exames de sangue estão bem abaixo do normal, sendo o aceitável 5.600 para homens e 4.200 para mulheres. Os números obtidos nos resultados dos exames mostram que os agentes estão intoxicados com organofosforado, um tipo de inseticida usado para o combate de doenças e pragas.

Segundo o oncologista William Fuzita, existem estudos de organizações de saúde que no mundo há estimativa de mais de três milhões de pessoas intoxicadas por esse inseticida e registro de mais de 300 mil mortes provocadas pelo organofosforado.

“O problema deste inseticida é que ele altera a comunicação das transmissões nervosas e neuromusuculares. Ou seja, a pessoa começa a perder a função dos músculos, principalmente a relacionada à respiração e coração”, explica o especialista.

Susam e FVS falam sobre o assunto

Por meio de nota, a Susam informou que recebeu em reunião no final de julho representantes do SindiAgente, ocasião em que foram tratados temas de interesse da categoria. Foram feitos encaminhamentos para que a área técnica realizasse o estudo levando em consideração orçamentos e questões legais sobre novas reivindicações feitas.

A secrataria informa ainda que desde que a atual gestão assumiu vem discutindo as questões trabalhistas relacionadas aos servidores da saúde na mesa estadual de discussão permanente do SUS, reativada pela atual gestão e da qual o atual sindicato tem participado.

A Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) disse não ter sido informada das mortes relatadas pelo sindicato em função da falta de equipamentos de proteção individual e que mantém um cronograma mensal para envio de materiais para as secretarias municipais de saúde do interior do estado, atendendo a legislação que define as competências dos entes estaduais, municipais e federais.

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