Aegea quer Manaus em seu portfólio de serviços

Foto: Mário Oliveira/Semcom
Foto: Mário Oliveira/Semcom

O grupo Aegea que mantém os serviços de água e saneamento básico em 48 municípios de 10 estados brasileiros, oficializou nesta sexta-feira, 2/3, a carta de intenções para adquirir as cotas acionárias pertencentes à Manaus Ambiental e ao grupo Solvi, que atualmente têm a concessão dos serviços em Manaus. Com a entrada de Manaus no portfólio, a Aegea se consolida como a ‘gigante do saneamento básico’ no Brasil. 

Ao receber a intenção, a única exigência feita pelo prefeito de Manaus, Artur Virgílio Neto, foi a de que sejam cumpridas todas as cláusulas do contrato incluindo as do aditivo 5, que inverteu os critérios para investimento, fazendo com que até 2030 esteja concluída 80% da rede de esgotamento sanitário da cidade. 

“Duas coisas eu faço questão, que eles mantenham os compromissos de manter tarifa social, cumprir o que está acertado no contrato. O grupo interessado inclui a Equipav, uma das grandes do setor. Dois fundos ligados ao Banco Mundial, um deles o Fundo Soberano de Cingapura. Isso nos dá grande tranquilidade”, afirmou o prefeito. 

O protocolo de intenção foi entregue para anuência do prefeito na forma da lei, e também já foi encaminhado à Procuradoria Geral do Município (PGM) para análise efetiva de todo o protocolo de intenções de compra e venda.  “Se for dada a anuência o grupo Aegea vem para consolidar o trabalho e a Ageman já está fiscalizando o processo desde o nascedouro”, informou o diretor-presidente da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman), Fábio Alho. 

A reunião, realizada no Palácio Rio Branco, Centro, contou com a presença do presidente do grupo Solvi, Carlos Villa e de Santiago Crespo, diretor da Agea, além do coordenador da Unidade Gestora de Abastecimento de Água e Esgotamento (UGPM/Água), Sérgio Elias, que reafirmou a manutenção dos investimentos da ordem de R$ 170 milhões para este ano, na ampliação de redes de abastecimento e de esgotamento sanitário. “Nós vamos pleitear junto à nova empresa um investimento um pouco maior na rede de esgoto”, afirmou Sérgio Elias.

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