A Mulher

O que seria da vida se não existisse a mulher? É difícil de responder, porque não existiria vida, então, não existiria nem essa pergunta. Mas eu insisto, afinal de contas vivemos num planeta que existe vida, né? Alguém pode afirmar isso? Será que a mulher está com essa bola toda? Ou a bola toda desse planeta é a mulher? Será que a mulher é uma espécie de sol onde tudo gira ao seu redor e ninguém percebe, ou faz de conta que não percebe? A mulher é a mãe dos filhos da terra?

Já sei, vocês não querem responder, porque não admitem que a mulher é, realmente, a vida nesse Planeta ainda Azul. Que tudo seria sem graça, sem cor, sem cheiro, sem alma, sem amor, sem luz, …, sem o toque e a leveza da alma feminina. Admitem ou não? Já pensaram num jardim sem flores, rosas? Não passaria de um matagal, devoluto, sem graça, pronto, para invasão de extraterrestres. Vocês não acham que a mulher é a flor mais bela, esplendorosa que inspira o beijo ao toque da multiplicação do jardim vida? Aí, algum engraçadinho pode falar: – “e quem vai arar a terra para fazer o jardim? ”. O próprio engraçadinho, né? Tudo na vida é uma consequência de atos; se querem viver, respeitem a vida; respeitem e cuidem da mulher, porque só ela é capaz e tem o poder de gerar vidas.

Será que Ela é uma necessidade sem limite? Não, o limite da necessidade é Ela, depois vem um abismo, o vazio onde tudo se perde, onde o nada não é nada; é só uma cabeça oca que pensou ser tudo, sem perceber que o seu tudo era o nada sem ela.

As estações do ano sem a primavera seria: verão, outono e inverno, aí, iria faltar a estação mais feminina de todas; a mais perfumada; a mais florida; a mais mulher… a minha Mãe, e de todos, Claro! Ela: a Primavera! Não que todas não tenham importância fundamental na vida desse Planeta ainda Azul, mas a Primavera é que dá um toque de elegância é a que floresce e de suas flores vem a multiplicação da vida que se completa em todas estações da existência.

A mulher se floresce a cada dia, se rega a cada momento, se constrói a cada passo, caminha sobre suas regras regando caminhos e como uma bandeira desfraldada a cima de qualquer muralha, levanta a sua voz proclamando sua libertação, desprendendo-se do rotulo que lhe prendia a tanto tempo, desvinculando-se daquela “fêmea” – “que era a mulher de verdade” – para ser a mulher de hoje, uma heroína sim, com todo o poder de salvar a humanidade, pelo amor de cada gesto seu.

O que seria da vida se não existisse a Mulher?

*David Almeida – Jornalista e escritor

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