A Justiça no Brasil é tardia, o que a torna injusta, afirma ex-ministro Sydney Sanches

Sydney Sanches avalia que está havendo uma excessiva judicialização do processo político
Sydney Sanches avalia que está havendo uma excessiva judicialização do processo político

Embora reconheça que o Supremo Tribunal Federal (STF) extrapolou em suas funções ao afastar o senador Aécio Neves do cargo, mesmo que temporariamente, o ex-presidente do STF Sydney Sanches avalia que está havendo uma excessiva judicialização do processo político, conforme entrevista dada à ISTOÉ.

Para ele, os políticos estão procurando o Judiciário até para resolver questões regimentais do Congresso, sem nenhuma necessidade, convertendo o STF num foro político. A ação dos políticos acaba assoberbando ainda mais o Poder Judiciário. “A Justiça no Brasil é tardia, o que não deixa de ser uma forma de injustiça”, diz o ex-ministro do STF, que acaba de ter sua biografia lançada pelo jornalista Ricardo Viveiros, no livro “Justiça seja feita”.

Aos 84 anos, o ex-ministro do Supremo defende que seja mantido o entendimento de que condenados em segunda instância possam ser presos. Ele alerta para que o ex-presidente Lula seja julgado em segunda instância antes de começar a campanha eleitoral, a fim de evitar o caos político em 2018. “Se for condenado em segunda instância, Lula não poderá nem ser candidato”. 

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