A força que surge nos atingidos pelas tragédias

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Márcia Almeida, desolada, com seus quatro filhos menores

Em que porta bater depois que sua porta foi atingida pelas chamas que revelam uma destruição maciça de uma comunidade carente?

Dona Denise Souza, 33, é mãe de Janderson Melo, 21, que estava no quartel quando soube que sua casa estaria correndo o risco de ser atingida pelas chamas. Janderson mora sozinho e a mãe veio de outro bairro tentar salvar os poucos pertences do filho. Essa é a realidade de uma das famílias que teve a sorte de não perder seu cantinho.

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José Cândido, 43, juntamente com sua esposa e os quatro filhos também conseguiram “salvar” alguns bens, mas a casa não. Ao falar com a reportagem do BLOGdaFLORESTA ele resume a situação em apenas uma frase curta, mas que demonstra o seu sentimento: “A única coisa agora é entregar nas mãos de Deus”.

Ao caminhar pelo local encontramos Márcia Almeida, 26, desolada e com o olhar distante; nos braços seu filho de apenas 1 ano e meio. Ela perdeu tudo que tinha e a casa foi tomada pelo fogo, os outros três filhos estavam no colégio e por isso deu graças a Deus. Ao falar com nossa reportagem Márcia reclama de estarem todos com muita fome. A dona de casa estava vigiando alguns pertences, mas que, infelizmente, não eram os seus e sim da sogra, segundo ela mesma.

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Segundo Maxckon Benarrós, 26, o incêndio destruiu todas as casas da comunidade Arthur Bernardes porque o Corpo de Bombeiros deu prioridade ao posto de gasolina e a igreja católica próxima ao local. Ele ainda relatou que quando as pessoas começaram a carregar e colocar seus pertences num terreno atrás do posto de gasolina, o dono do mesmo chegou a expulsar os moradores, mandando que retirassem as coisas do local.

Por sua vez, o jovem Roberto Batista, 21, que morava com a avó, conta que a casa deles foi totalmente destruída. “Não sobrou nada. A casa da minha mãe também foi totalmente destruída”, lamentou o rapaz.

Assistência – De acordo com Erinaldo Arruda, 47, líder comunitário da comunidade atingida, os moradores estão sendo atendidos e receberam auxílio social, através de um Projeto Cachoeira Grande e optarão por uma indenização em torno de 35 mil reais ou por um apartamento que será pago através de um aluguel social oferecido pelo Governo do Estado.

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No ginásio poliesportivo Ninnimberg Braga, localizado no bairro São Jorge, estão dezenas de famílias sendo atendidas por diversos órgãos públicos, como Seas, Seinfra, Defesa Civil, Fundo de Promoção Social, dentre outros.

Mas a maioria dos desabrigados demonstra a falta de esperança e confiança nos órgãos públicos./// Sara Matos, Ethyenne França e Heider Santos.

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