A crise de energia no Brasil

voo_rasante2A quatro meses do início da Copa do Mundo no Brasil, o país enfrentou as consequências do 10º apagão do governo Dilma. No início desta semana, acompanhamos mais uma vez a falta de luz nos Estados das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, além do Tocantins, na Região Norte. Pelo menos 11 Estados tiveram o fornecimento de eletricidade comprometido e ao menos 6 milhões de pessoas foram afetadas pelo apagão.Quando a presidente Dilma Rousseff (PT) assumiu o cargo, prometeu que iria solucionar o problema. A petista garantiu prioridade absoluta e imediata para resolver os apagões e racionamentos de energia na capital e no interior do Amazonas. Sua administração já está no fim e até agora continuamos na mesma situação. Estamos vivendo no fio da navalha e o governo tenta tapar o sol com a peneira.

Desde janeiro de 2011 até o dia 4 de fevereiro deste ano, foram registrados 181 apagões no país, considerando todas as falhas de energia, independentemente do tamanho da área afetada, do período ou da carga interrompida. Em 2013, foram registrados 45 blecautes.

Uma das maiores crises na energia elétrica ocorreu em 2009, quando um apagão em 18 Estados deixou o país às escuras. E o problema não se tratou de questões de chuva ou queda nos reservatórios, e sim da falta de investimentos, que impediram atender a demanda. No Amazonas também enfrentamos situações complicadas por constante falta de energia. A crise energética evidenciou uma situação até então encarada com timidez ou indiferença pelo poder público em todos os níveis: a falta de planejamento no sistema.

A carência de investimentos do governo federal no setor elétrico é o grande culpado de tudo isso. Como o volume de recursos aplicados na manutenção e operação da rede é baixo, o consumidor acaba sofrendo com a falta de energia. Os apagões demonstram além do baixo investimento, o modelo de gestão capenga do governo atual. Com isso, o setor ficou vulnerável. E o mais absurdo disto tudo é acompanhar o discurso da presidente petista dizendo que irá solucionar a questão.

Estamos vivendo no limite. O governo precisa se conscientizar da necessidade de se investir na ampliação das hidrelétricas e reservatórios, incentivar a produção de energia eólica no Norte e Nordeste, resolver as interligações em usinas que já estão funcionando e não ficar apenas fazendo benefícios no lado social.  Se não nos percebermos que o Brasil passa por uma forte crise energética, não será possível reverter esse quadro.

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