16 de novembro – Dia do não fumar

A cada ano, cerca de cinco milhões de pessoas no mundo morrem por doenças relacionadas ao tabaco, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)

A cada ano, cerca de cinco milhões de pessoas no mundo morrem por doenças relacionadas ao tabaco, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A previsão é que, se o atual modelo de consumo persistir, em 2020, será dez milhões de mortes ao ano. Por isso, em 16 de novembro é celebrado o Dia do Não Fumar, a fim de alertar a população sobre os riscos da doença.

O cirurgião de cabeça e pescoço do Hapvida Saúde, Tomás Garcia, explica que o tabagismo é uma doença caracterizada pela dependência da nicotina, uma das substâncias nocivas do cigarro e de outros produtos de tabaco. “A fumaça do cigarro possui mais de quatro mil substâncias que podem provocar mais de 50 doenças, destacando-se o infarto agudo do miocárdio e neoplasias malignas em diversos órgãos do ser humano, sendo primeira e terceira causas, respectivamente, de morte no Brasil”, alerta Tomás.

Responsável por cerca de 200 mil mortes por ano no Brasil, o tabagismo é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença epidêmica e a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres), sejam fumantes.

O especialista explica que a nicotina atua no sistema nervoso central como a cocaína, heroína, álcool, com uma diferença: chega ao cérebro em apenas 7 a 19 segundos. É normal, portanto, que, ao parar de fumar, os primeiros dias sem cigarros sejam os mais difíceis, porém as dificuldades tendem a ser menores a cada dia.

Alerta

Estudos comprovam que os fumantes apresentam um risco dez vezes maior de adoecer de câncer de pulmão, cinco vezes maior de sofrer enfarto, bronquite crônica, enfisema pulmonar e duas vezes maior de sofrer derrame cerebral. O câncer de pulmão é o maior causador de óbitos dentre os homens e 3º entre as mulheres.

Dentre as neoplasias malignas causadas pelo tabagismo, destacam-se o câncer de pulmão, boca, laringe, bexiga e esôfago. Outras doenças relacionadas ao tabagismo são hipertensão arterial, aneurismas arteriais, úlcera do aparelho digestivo, infecções respiratórias, trombose vascular, osteoporose, catarata, impotência sexual no homem, infertilidade na mulher, menopausa precoce e complicações na gravidez.

Determinação

O psicólogo do Hapvida Saúde, Wilton Cabral, recomenda para quem resolver encarar o desafio e parar de fumar tomar cuidado com as armadilhas do dia a dia. “Nos momentos de estresse é importante procurar se acalmar e entender que situações difíceis sempre vão ocorrer e fumar não será a solução dos seus problemas. Procurar um psicólogo pode contribuir também na minimização da ansiedade”, garante o médico.

A vontade de fumar não dura mais que alguns minutos. “Nesses momentos, para ajudar, você poderá chupar gelo, escovar os dentes a toda hora, beber água gelada ou comer uma fruta. Mantenha as mãos ocupadas com um elástico, pedaço de papel, rabisque algo ou manuseie objetos pequenos”, orienta o médico.

Além disso, não fique parado – a prática de exercícios ou algum esporte que seja prazeroso na busca da desintoxicação, conversar com um amigo, fazer algo diferente que distraia sua atenção, ajudam significativamente no desafio para parar de fumar.

Estatísticas

No Brasil, uma pesquisa divulgada em 2018 mostra que o hábito de fumar entre os brasileiros caiu cerca de 36%, na qual desde 2006 reduziu de 15,7% para 10,1% em 2017. A frequência do hábito de fumar foi maior entre os adultos com menor escolaridade (13,2%), e cai para 7,4% entre aqueles com 12 anos e mais de estudo.

O inquérito também mostrou que entre as capitais do país com maior prevalência de fumantes estão Curitiba (15,6%), São Paulo (14,2%) e Porto Alegre (12,5%). Salvador foi a capital com menor prevalência de fumantes (4,1%).

Amazonas

De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), baseado no Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, no estado do Amazonas, em 2018 houve 315 óbitos em função do câncer de pulmão no Estado. Desse total, 202 óbitos ocorreram em homens e 113 em mulheres.

“Apesar do índice a nível nacional seja positivo para um quadro de redução do consumo, precisamos continuar atentos e reforçar as campanhas para reduzir esse índice do consumo do tabaco, bem como as ocorrências de doenças que chegam a tirar a vida de milhões de brasileiros como o câncer de pulmão, que é o mais comum dentre eles”, pontua Tomás Garcia.

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