FIEAM e CIEAM destacam exemplos de empreendedores industriais amazonenses

Empresário Claudio Barrella placa de Industrial do Ano (Foto: Divulgação/Fieam)

Com quase R$ 600 milhões faturados em exportações, no ano passado, a Recofarma Indústria do Amazonas recebeu, na quinta-feira, 17, o diploma de Exportadora do Ano, concedido pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM). O título foi um dos destaques da cerimônia do Mérito Industrial 2018, promovido em conjunto com o CIEAM (Centro da Indústria do Estado do Amazonas) que homenageou o empresário Claudio Barrella, da empresa Tutiplast, como Industrial do Ano, e a empresária Jane Ferreira, da Amazon Doces, como Microindustrial Destaque do Ano. O evento contou com a presença do ministro do Trabalho, Helton Yomura, e muitas autoridades locais.

Foi o reconhecimento, disse o presidente da FIEAM, Antonio Silva, daqueles que ajudam a mover a economia, a gerar emprego e renda e a produzir de forma cada vez mais competitiva no Estado. Ele cobrou do governo a continuidade das reformas econômicas e institucionais, e também mais atenção para com a Amazônia, “onde está inserido o modelo de desenvolvimento que conseguiu a manutenção da biodiversidade em grande parte do seu território”.

Empresa reconhecida pelo trabalho em defesa do meio ambiente, a Recofarma, pertencente à The Coca-Cola Company, recebeu, pelo 7º ano consecutivo o título de maior exportadora do Polo Industrial de Manaus (PIM), somando, em 2017, um montante de R$ 599.289.610,86 em exportações para cinco países da América Latina: Colômbia, Venezuela, Paraguai, Uruguai e Bolívia. A empresa acumulou R$ 7 bilhões em divisas para o país nos últimos dez anos.

Ao receber o diploma, o vice-presidente de Finanças da Coca-Cola Brasil, Alexandre Fernandes, destacou as exportações para a Venezuela como maior importador de concentrados e que acabou sofrendo uma queda no consumo no último ano por conta da crise. “Nós tivemos que desenvolver novas estratégias com a crise na Venezuela, trouxemos outros países, como a Bolívia, e aumentamos as exportações para o Uruguai, de forma que conseguíssemos manter o nosso patamar de exportação”, disse.

Com 100% dos insumos agrícolas oriundos do Amazonas, representando quase 2/3 do total de insumos utilizados na produção dos concentrados, a Recofarma gera 11 mil empregos diretos e indiretos no estado, segundo Fernandes.

“Geramos impactos na capital investindo R$ 130 milhões na ampliação da nossa fábrica de concentrados, sob a certeza de que o país retomará o crescimento e que precisamos estar prontos para atender à demanda futura dos nossos consumidores”, frisou.

Alexandre Fernandes reafirmou o compromisso de crescimento de forma sustentável lado a lado com o Estado. “Sabemos que para isso será necessário muito trabalho e diálogo para que alcancemos a tão almejada segurança jurídica do polo de concentrados. Toda nossa energia e esforços estarão dedicados neste sentido e assim garantir perenidade da nossa parceria com o Estado e a sociedade amazonense”.

A demanda para destravar a adoção de PPBs e reverter para a região pelo menos parte dos recursos arrecadados pela Suframa junto às empresas locais, no caso da Zona Franca de Manaus (ZFM), esteve entre as pautas levantadas pelo presidente da FIEAM, Antonio Silva.

“Precisamos estar unidos junto com os nossos representantes da bancada no Congresso Nacional para evitar que as possíveis alterações na Constituição, por conta das mudanças das regras tributárias, afetem de maneira destrutiva as vantagens comparativas do modelo Zona Franca”, disse ele, enfatizando que não serão toleradas fraudes a incentivos fiscais e nem ameaças à ZFM. “Cabe às instituições fiscalizadoras investigar irregularidades e julgar os envolvidos”.

Para o ministro do Trabalho, Helton Yomura, há muito que melhorar nas leis, principalmente na trabalhista, mas que hoje isso não é mais um problema e sim solução. Ele salientou que no último dia 15 de maio, foi publicado no Diário Oficial um parecer da Advocacia Geral da União (CGU) dando caráter normativo às novas leis trabalhistas, que passam a ser aplicadas aos novos e antigos contratos. Ele diz que fará o que for necessário para trazer a paz social e a segurança jurídica.

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